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Solidariedade

Proponhas a qualquer pessoa discorrer sobre os feitos que marcaram sua existência e ouça-lhe o resultado: não espante se talvez sua resposta não exponha sobre o que fizeste em prol de seus semelhantes, mas sobre seu próprio ego.

Não nos é forçoso acreditar que cada vez mais tal hipótese seja realidade. Nossas preocupações pueris e cotidianas nos levam a este fim. Ademais, a degradação de nossos valores reflete, sobretudo, o mero descuido e esquecimento de nossos semelhantes.

Neste mundo “narcotizador” esteado por nossas falsas conjecturas e preconceitos buscamos nosso refúgio. Cada vez mais alienados de si mesmos arraigamos nosso pensamento ao estigma comum de conduzirmos nossa existência ao “automatismo capitalista” que nos rodeia. Temos receio de andar na rua, por medo da violência; temos receio de amar pelas nossas decepções. Presos em nosso “mundo paralelo” não damos valor ao simples contato entre nossos vizinhos, nossos irmãos e pais. Enfim, estamos ao léu deste circulo vicioso sem fim...

A solidariedade – inserida neste contexto – é a resposta viva a este clamor de liberdade e união entre os povos. É o amor expresso em palavras e atos e que nos liberta do imediatismo de nossas vidas. É a base de todas as virtudes.
Edificamos nossa existência e escrevemos nossa história a partir do momento que temos consciência de nosso valor enquanto indivíduos e do papel que desempenhamos em nossa sociedade. Construiremos um mundo melhor não somente pelas nossas ideologias, mas pelos atos e ações em favor de nossos iguais.

Ame ao próximo como a ti mesmo!Este é o maior legado que nos foi deixado. O do amor incondicional e recíproco que é exercido entre o “eu” e o “todo”; entre a “pessoa” e a “comunidade”. Saibamos torná-lo cada vez mais vivo em nossos corações. Saibamos vivê-lo, tornando-o cada vez mais presente em nossas vidas.

Só assim, quebrando estas “correntes” do automatismo que nos prendem, alçaremos este vôo de liberdade, amor e união entre os povos; nas asas deste imenso pássaro universal chamado solidariedade.
Alexandre Casimiro
Enviado por Alexandre Casimiro em 19/01/2006
Código do texto: T100882
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Sobre o autor
Alexandre Casimiro
Casimiro de Abreu - Rio de Janeiro - Brasil, 36 anos
67 textos (14583 leituras)
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Alexandre Casimiro