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O homem ideal (integral)-Reflexões



          Passamos a vida idealizando um homem capaz de suprir todas as falhas humanas e geralmente esta personagem subjetiva encarna-se em nossa pessoa no momento em que sentimos a necessidade de sermos bons.
          Quando tudo é fácil, geralmente não nos preocupamos com o difícil e com isso passamos a ser um amontoado de idéias sem ideais.
          Somente o sofrimento nos traz o desejo de felicidade e quando nós a temos não damos o  devido valor, é como perder a liberdade sem nunca ter sido livre.
          Somos sem dúvida o mais complexo dos seres que habitam o mundo, pois temos a capacidade de reflexão.
          Estamos insatisfeitos durante toda a nossa vida, nada nos satisfaz por isso evoluimos,  aquele que se julga completo, satisfeito, está, na realidade, morto.
          A própria luta que empreendemos pela perfeição ainda é imperfeita, geralmente procuramos  as coisas mais fáceis de um modo mais difícil.
          Às vezes sentimos  prazer em fazer sofrer, porém detestamos o sofrimento. Somos paradoxais em tudo, aí está o grande problema. Somos a eterna ganga que se funde na eterna revolução sideral.  Somos tudo e não somos nada.
          Passamos a vida idealizando um mundo ideal para  conseguirmos viver em paz, no entanto fazemos a guerra e  as nossas idéias não passam,  para alguns, de mera fuga da realidade.
          Qual a verdadeira realidade?

          Podemos chamar de real tudo o que vemos. Será ela composta  de fatos que podem ser vistos, tocados ou  apalpados?
          Precisamos  ser realistas e muito mais sonhadores, pois o  sonho  nos  acalenta  a  esperança  e evita  que surja  o desespero.
          Se ficarmos diante da pura realidade sem sonhar, teremos poucas opções.
           Fugir, morrer, para o irreal?
           O irreal para alguns é o fato não provado pela ciência acadêmica. Mas se formos considerá-la sob este prisma, a maioria das coisas e de maiores valores são irreais.
      Sob este aspecto somos todos materialistas, pois só vemos e sentimos o que queremos e deixamos passar a maioria das chances apresentadas e as taxamos de inúteis.
      O homem ideal ainda está longe de surgir, pois o entrave da sociedade o prende e amordaça nas cadeias do medo e da hipocrisia.
      Não basta apenas o filósofo para libertar o homem, será necessário o esforço conjunto de toda a sociedade, que ouse e invista  na sua própria redenção, sem esperar que venham salvá-lo de suas próprias ignorâncias.
      Estamos longe de alcançar nossa redenção. Cada dia nos distanciamos por não compreendermos ou querermos compreender a verdade que nos é mostrada, por isso enveredamos pelo caminho do medo, da superstição, da guerra e renegamos a paz.
             Somente quando surgir um homem que independente da crença, raça, nação, venha a amar e dar seu amor a toda a humanidade é que poderemos sentir que ainda há esperança do surgimento do homem ideal.
             Sabemos que muitos durante todas as épocas tentaram  de uma forma ou de outra imprimir estas características. Dentre eles tivemos Buda, Cristo, Maomé e muitos  outros.
             Este homem deverá necessariamente ter ligação e comunhão com o espírito Superior, a quem nós  denominamos de DEUS.

16/11/1972
Vanderleis Maia
Enviado por Vanderleis Maia em 05/02/2006
Reeditado em 07/03/2009
Código do texto: T108308
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Sobre o autor
Vanderleis Maia
Imperatriz - Maranhão - Brasil
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Vanderleis Maia