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Assim caminha o Brasil: Como na Estória para boi dormir: E eu colaborei para um sapo virar rei!

     Assim caminha o Brasil: Como na Estória para boi dormir: E eu colaborei para um sapo virar rei!

Depois da ditadura até os dias de hoje!

Depois da ditadura até os dias de hoje!
A estória que vou contar ocorreu em uma época não muito distante.
As formiguinhas estavam de cara com o elefante.
Também pudera; elas viviam as margens, sendo exploradas pelos paquidermes, que quando ia lhes falar, usavam palavras complexas e intruncadas.
E os animais mais perspicazes, se revoltaram com os bichos de peso que vivia lhes engambelando; e as revoltas e rebeldias, tornaram-se suas companheiras.
Por outro lado, os lobos com peles de cordeiros, ao ver suas mordomias ameaçadas, ficaram com as orelhas em pé, lançaram mão da dona dita, “Ditadura” e começaram a jogar duro para cima dos insurgentes.
Criaram um departamento criminal e deram carta branca para os gambás e as raposas, descerem à lenha e prender todos os animaizinhos taxados de marginais, criadores de caso. Assim começou o maior sapeca ai, ai, ai... ‘’Repressão’’
Quando um animal se sentia injustiçado, e reclamava seus direitos em público, acabava sendo açoitado e levado para á masmorra.
Até que certo dia, bandos de revoltosos, resolveram fazer passeatas para defender suas idéias.
Mas um tucano, que ia lustrar o bico escoltado por sua comitiva, ao notar a agitação em praça pública, ficou vermelho de indignação. Chamou aquilo de anarquia, bateu asas e se afastou...
Pouco depois da sua sutil escapadela, pintou na área uma matilha de raposas acompanhadas por gambás. E sem perda de tempo, começaram a soltar gases e descer a lenha nas costas dos mais lerdos.
Um casal de coelhos, que dava aula nas proximidades, resolveu reclamar seus direitos, mas foram apanhados pelas orelhas.
Eu que vivo de reportagens, tentei me aproximar e tomar conhecimento dos fatos... Fui empurrado, derrubado e pisoteado; levantei-me assustado e sumi no mato. Mas não pude deixar de ouvir o ai, ai, ai, do coelho.
Quando ele menos esperava, a borracha desceu em seu lombo e a revolta saiu. Em poucos instantes o coelho e a coelha, estavam calminhos, calminhos, e com vários hematomas pelo corpo... Aos pescoções foram jogados em uma masmorra abarrotada de infelizes. O chão estava úmido e o ar viciado.
E mesmo com as costas quentes por tantas borrachadas, os coelhos permaneciam calados e tiritando de frio. Falador ali, nem mesmo o jacaré com sua bocarra. Foi assim que a revolta e a rebeldia se tornaram silenciosas.
Depois de muito luta, sangue, suor e lágrimas derramadas, conseguiram eliminar a dona dita, que dava dura. ‘’Ditadura. ’’
Porem, logo chegou à liberdade de expressão... E com ela muita animação! Olêlê, olê, olê, ola!
Olha no que deu a liberdade de expressão em uma floresta, onde os animaizinhos desinformados são manipulados pela mídia, por animais cultos e oportunistas, que só visam vantagens pessoais.
As formigas passaram a se orientar às apalpadelas, no escuro formigueiro de suas incultas vivências.
Fizeram um estudo do passado, especularam o presente, e chegaram à seguinte conclusão. O futuro seria negro e tenebroso se não tomassem uma providencia.
Inesperadamente começou um disse-me disse que lá pras bandas do ABC, havia surgido um molusco, com uma bela fonte de inspiração!
E as formiguinhas esperançosas e trabalhadoras se aliaram ao tal molusco, mas notaram que ele mais se parecia com um sapo; mesmo assim, criaram um slogan, e o nomearam para defender seus direitos trabalhistas e suas idéias.
Depois de refletir sobre a insignificância dos seus pensamentos rebeldes, que eram restritos a poucos, resolveram divulgá-los a todos os moradores da floresta! E foi tomada a seguinte decisão.
Usando de democracia, acabariam com os baixos salários e o desemprego. No tope da campanha vinha à justa distribuição de renda; desta forma acabariam com fome aumentariam as verbas para a saúde e educação; e por fim, iriam detonar com a corrupção e a violência.
Mas havia tantos animais pequenos violentos e desonestos, quanto grandes. Os pequenos por falta de opção seguiam o exemplo dos paquidermes.
Se bem que; os grandes paquidermes, devido a lei de imunidade, aos seus tamanhos, privilégios e cargos ocupados, sempre saiam ilesos de suas falcatruas.
Já as pequenas cabeças de vento, seguindo os exemplos dos grandes paquidermes do colarinho branco, cometem enormes atrocidades; na verdade obtendo pouco lucro, porem, demonstrando facilidade em aprender o que não presta.
Mas os astuciosos paquidermes não aceitam concorrências!
E em nome da democracia e justiça, criaram leis para se favorecerem, tampando o sol com a peneira. Desta forma, muitos crimes se tornaram hediondos.
Mas o famoso crime do “colarinho branco”, aquele que lhes dava poder de semideuses e levava os animaizinhos à miséria, não.
- E por quê? - Perguntou com curiosidade uma borboleta a sua colega mariposa.
E um grilo inocente e atrevido, que assuntava o blá, blá, blá, entre as duas, entrou de sola na conversa, com outra pergunta. - Será que esta lei é justa e democrática, ou esta desajustada e desmoralizada?
Com suas hipocrisias e demagogias, os paquidermes usavam recurso público, e construíam cadeia para encarcerar seus imitadores, que cometiam falcatruas, iludidos com a vida fácil...
E para não ocuparem as mesmas cadeias por eles construídas com superfaturamento, tinham a lei da imunidade!
E os animaizinhos trabalhadores e cumpridores de seus deveres, passaram a viver entre a cruz e a espada.
Eram atingidos de baixo para cima pelos pequenos marginais, que lhes roubavam a paz, e de cima para baixo pelos grandes hipopótamos de colarinho branco, que os sacrificavam com cargas tributárias e as corrupções. Não fossem tais fatos, a floresta seria um paraíso.
As formigas são trabalhadoras por natureza. Sempre caladas pagavam aos espertalhões de colarinho branco, altas taxas e impostos. Mesmo assim viviam de promessas, presas em currais eleitorais, passando por necessidades e humilhações!
A maioria dos animaizinhos da floresta acreditava na recuperação dos pequenos infratores. Muitos deles conscientes, de que “os pequenos” enveredam para o submundo do crime devido à falta de opção.
E é lógico; tem aqueles que seguem o exemplo dos corruptos do colarinho branco, e por seus tamanhos e insignificâncias, tornam-se bodes expiatórios!
Também pudera, nem todos têm conhecimentos dos códigos penais, e das suas emendas. E poucos imaginam, o quanto custa um bom advogado. Sem contar, que a maioria deles são tamanduás, e adoram engolir formigas.
Por estas e outras, os pequeninos são condenados; e amargam duras penas, presos em formigueiros tumultuados.
E até estas condições são distorcidas e usadas por paquidermes mestres em oportunismo.
- Esta é a minha a sua e a nossa história, - gritava o molusco, digo, o sapo de gravata, na beira do barranco. - Belo e lindo será o dia, em todos se conscientizarem, de que tem muitos mascarados nos sacaneando. - Ele falava e gesticulava, andando de um lado para outro, sempre coçando barba.
- Um elefante atrapalha muita gente - gritavam as formiguinhas, já acostumadas com as migalhas; carregando folhas em forma de bandeira nas costas...
A floresta devia aos famintos tubarões, do ‘’FMI’’ e as condições sociais na floresta exigiam providencias seriíssimas... Quem poderia solucionar tais problemas?
Então os maiores paquidermes se juntaram aos tucanos, aos macacos, ratos e toupeiras, para encontrar uma solução. Os macacos e os ratos, preferindo defender seus interesses, só falavam em privatizar.
Os macacos falavam em privatizar os bananais, e os ratos, as fábricas de queijo.
As toupeiras, que enxergam no escuro, percebiam o movimento, mas temendo serem taxadas de insensatas, permaneciam caladas.
E novamente, para se manter os privilégios da bicharada influente e de peso, começaram as emendas. Emendaram, desemendaram, arrebentaram, colaram, descolaram... E além de receberem altos salários por um trabalho todo amassado e remendado. Lá se foram os bananais e as fábricas de queijo. E com tantas emendas e remendos, o soneto acabou escangalhado, sem ritmo e sem rima; e tudo permaneceu como antes ou pior.
Parte do que foi narrado, um papagaio me contou.
Ele estava incumbido de me entreter. Enquanto seu companheiro macaco - cólor surrupiava um cacho de banana, que amadurecia em meu quintal. Quero dizer, se apropriava de minha poupança!
Quando os safados deram no pé, o sapo, que apoiado pelas formiguinhas tinha se tornado o rei da selva, pôs a boca no trombone.
Então pensei, - Desta vez eu acertei em apoiar o sapo, ele é uma grande figura, e mesmo tendo pernas curtas, e ter que andar aos pulinhos, este danadinho vai longe!
Mas quando achei que tudo ia bem, um pombo correio comilão, sentou num poleiro do plenário, e começou a defecar na cabeça dos seus companheiros.
Na verdade, a imundície já estava incrustada até a medula da banda podre dos paquidermes; ele só lambuzou um pouquinho mais superficialmente.
Quando a inháca começou a escorrer e exalar seu bodum, algumas aves de rapina resolveram levantar vôo com o produto das suas falcatruas.
Mas uma delas caiu de maduro, devido ao peso das verdinhas, que carregava na cueca. Se fosse um animalzinho insignificante, iria amargar duras penas em subi formigueiros tumultuados.
Depois de presenciar tamanhas safadezas e porcarias, um bando de hienas, caiu na gargalhada.
E as formiguinhas ficaram de cara com o sapo.
Elas acham; que ele se esqueceu das suas promessas de campanha, e agora sua maior preocupação é com seu próprio brejo. Pois alem de tornar o moluscozinho, digo, o sapinho um grande empresário, dono de um imenso brejo, ainda nomeou a raposa para tomar conta do galinheiro.
Aliou-se a bando de aves boas de bico, que só pensam em aumentar suas mordomias; comprou asas importadas, e sentindo-se um pavão, esta voando mais que os tucanos de bico lustroso, que ele mesmo tanto criticou.
E indiferente à realidade e falcatruas, continuava seguindo em frente com sua dança de rato.
Só ia naquela da promessa, do bico doce, do não sei, do não vi, mas vou apurar... Vou fazer e acontecer...
E chegou a prometer que arrancaria a própria plumagem para livrar-se das imundices. Até mandou limpar as teias de aranhas do plenário, para dar inicio a um espetáculo teatral, ops, digo “CPI”.
E a bicharada ficou na expectativa, acreditando que como tantos outros espetáculos, este também terminaria em pizza de queijo, com sabor de marmelada.
Mas para demonstrar seriedade, os apresentadores do espetáculo arrancaram o poleiro do pombo porcalhão, que estava bagunçando a festança, e o deixaram de olho roxo. - Grande coisa - disse ele. - Depois eu volto!
E antes de bater asas e se despedir, ainda jogou areia na sopa, e arremessou meleca no ventilador.
Mesmo com o olho arroxeado, parecia estar se divertindo com o sufoco dos imprudentes, sujos e lambanceiros, que caíram na asneira de criticá-lo.
E não é que; pouco depois o danadinho voltou mesmo!
E o espetáculo continua, com dois pesos e duas medidas.
Para os ratões, e os bichos de peso, continua a ter pizza de queijo com marmelada.
E para as formigas, que indignadas assistem as encenações, sobrarão às despesas. E se reclamarem as bordoadas.
Ainda bem que as formigas são pacificas e ordeiras. Se fossem rebeldes, e estivessem com a barriga cheia; poderiam sentir náuseas e se tornar bichos danados, emporcalhando de vez a floresta e o plenário com seus vômitos.
Tais fatos; lembra-nos o Martim – pescador, que vivia cantando: - Não leve a mal me dê o meu agora, em festa de rato não sobra queijo... Também pudera com tantas ratazanas!
E até mesmo o bem-te-vi; que pela sua natureza, gritava aos quatro cantos, anunciando que tudo via, chegou à triste conclusão, de que não vê, nem entende mais nada.
Meu protesto é: segundo a constituição, todo cidadão deve ter os mesmos direitos perante a lei e a justiça, e em uma democracia deve prevalecer à vontade da maioria! E não é isso que esta acontecendo, portanto eu convoco a população para pedirmos o fim da lei de imunidade parlamentar, pois esta lei só serve para acobertar a corrupção!
O homem público é eleito pelo povo, e deveria ser julgado por um tribunal popular pelos mesmos eleitores, que foram obrigados a votar e o eleger!
E se condenado, deve devolver os valores surrupiados, e ser responsabilizado por seus crimes.
Devendo devolver o produto de suas rapinagens aos cofres públicos!
Isso SIM é justiça!
E chega de CPI para fazer festanças COM PIZZA DE QUEIJO E MARMELADA E rir da cara da população, enquanto aumentam seus salários principescos e exorbitantes!
Para termos democracia, e justiça social, basta acabarmos com a lei de imunidade e com o foru privilegiado!
Leia; caso esteja de acordo, assine e divulgue; pois uma andorinha sozinha não faz verão!

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E na verdade, eu também colaborei para um sapo virar rei!

Os signatários
     
Janciron
Enviado por Janciron em 25/02/2006
Reeditado em 24/11/2014
Código do texto: T115885
Classificação de conteúdo: seguro

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