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A Próxima Vítima

Se alguém quiser me conhecer bem, direito, tem que me prender e colocar numa sala bem escura. Ai eu conto tudo. O escuro é fruto do meu vazio. E não me perguntem porquê, porque posso explicar que nesta vida maluca há doidos batendo de hora em hora na minha porta.

Querem saber quem eu sou e de onde vim. Me colocam numa sala escura.
e eu conto, pois tenho medo do escuro.

A escuridão  alvissa  e  maneja o coração de alguns homens, pois até dentro da imensidão do escuro, eles sabem manejar incríveis armas de matar.

Sou a próxima vítima no manejo da vida, pois minha única arma é o poema.

Mas estes homens que se preparam para matar, nunca ouviram falar em poemas.

E a bala me atravessa armando um belo poema, mas já sem rítmo e beleza.

Pois sou fruto de Deus, do amor e de minha amada.  Por isso me perco no pavilhão do vazio, do discurso do nada, que me leva ao pó !

Mas lá, ainda isolado e pávido, farei um poema ou uma canção, para ninar os homens de outra geração.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 15/04/2006
Código do texto: T139377
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel