Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Perda, ponto final letra maiúscula....

A perda...
Deixei que tornasse parte do meu eu, promovendo uma sensação de medo inerente a tudo e todos, fechando me para o mundo, restringindo no meu egocentrismo, na minha humilde insignificância, algo que por várias vezes critiquei...
Como o mundo dá voltas... Eu aqui inerente a perdas...
Eu perdi...
Perdi valores, crenças, opiniões, amigos, presença, vontades, um grande e intenso amor, que como em ditado popular, somente damos o devido valor as coisas e pessoas quando realmente as perdemos... Custou acreditar, parecia estar a passar por um nebuloso pesadelo,
e devido a este medo deixei de me entregar a vida, ficando na retaguarda, somente por conta de observar o mundo a minha volta, não posso dizer que não tive grandes momentos, claro de introspecção e aprendizagem, por um lado me fechei , amizades, relacionamentos, mas abri meu horizonte... para o conhecimento e aprendizagem, de forma insaciável, procurando e  buscando o desenvolvimentos de factores relacionados com uma vasta gama de assuntos e teorias, como por exemplo o carácter intrapessoal e interpessoal, de forma  observadora inerente a atitudes, meios e métodos... Queria não ter tempo para pensar em mim, mas absorver cada ver mais e trabalhar como se nada mais houvesse para fazer...
Mas se parasse realmente e analisasse a vida, estava acometida de  mais perdas ainda, a perda do tempo, que sei ser algo único que não volta, nem pode parecer igual e também das oportunidades que por vezes me fechei, fazendo não ver...
Pessoas as quais me deixavam começar a sair da redoma, de forma a provocar um momentânea entusiasmo, mas de repente o medo, as perdas no passado, lembranças, comparações, faziam com que desmoronasse o meu eu, não levando em conta as diferenças, e desordenava minhas memórias, trazendo me de volta ao início, fechar me...
Sei que as perdas realmente acontecem... Por muitas vezes, mas o danos destas são de minha inteira responsabilidade, falo de mim por conhecer minhas oscilações e minha vida cíclica...
Penso comprometo me comigo mesma afim de promover, provocar a mudança deixando de estar céptica as atitudes e ou as pessoas pois existem as diferenças... Não querendo procrastinar meus actos em projecto para um eu melhor... E concluo que não devo julgar e analisar, no momento somente observar... Depois deixar me adentrar para o mundo real, abrir me para o mundo em busca de aprendizado, conhecimento, viver, apaixonar me, amar perdidamente, perdas vão existir, vou sofrer, cair, levantar, vez ou outra pode demorar um pouco, mas devo passar por tudo que é para ser, e assim posso construir minha história de forma a não prever o que pode acontecer ou não simplesmente deixar me vislumbrar aos oportunidades desvendar o labirinto da minha alma, aprender com as quedas, não me fechando para o mundo, intensificar meus momentos interagindo as experiências da vida as quais estive, estou e estarei intimamente ligada com o aqui e agora, pois é onde tudo acontece, admirando cada segundo, momentos e instantes... e algo muito importante compartilhar dando oportunidade para que alguém caminhe ao meu lado e podendo fazer parte da minha história, qual apesar das perdas e regada de alegrias....
Carolzita
Enviado por Carolzita em 16/04/2006
Reeditado em 08/05/2008
Código do texto: T140069

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Caroline Silva). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Carolzita
Portugal, 42 anos
453 textos (61655 leituras)
5 e-livros (749 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 10:58)
Carolzita