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MINHA ALMA

Caro leitor. É sem duvida nenhuma um grande mistério falar da própria alma.
Mas, somente àqueles que desceram no abismo ou no fundo do poço, possa expressar algumas verdades ou simplesmente rabiscar algum detalhe que esteja oculto, para as outras pessoas. O fundo do abismo é cheirar o perfume da morte, é andar cegamente em um labirinto tenebroso; onde se ouvem vozes e vê ilusões.
Pois, neste estado. Vivencia uma passagem de um mundo para o outro. E fica preso para que alma possa acordar e sentir o cheiro da morte. Aquela que marca com fogo tenebroso a nossa alma. A minha alma passou por este estagio e percebi como somos pequeninos diante do cheiro da morte. A morte tem cheiro e é real, possui o fogo tenebroso que consomem o nosso corpo e se alma não estiver acompanhada de sua lamparina, a vossa alma é também consumida por cheiro venenoso. A morte manda vários avisos antes de levar o ser que esteja ao alcance do cheiro da morte.
Você. Você nem percebe o abismo quando ele chega e se transforma no Senhor da morte.
A sua mente perde a luz finita. E adentra numa tempestade, onde tudo gira, gira e parece que você esta vagando sem a luz finita que comandava o seu corpo.
Quem sabe! Essa  luz finita não seja, a luz divina.  Aquela que da a vida e também a tira.
Desde pequeno eu pressentia que a minha alma era antiga, por isso, tenho enfrentado grandes tempestades; mesmo não brincando em serviço eu naveguei dentro do labirinto da morte. Avistei a serpente universal. Aquela, mesma que enganou a Eva e o Adão. Era uma serpente enorme e me deu um beijo; depois desse beijo tudo rodopiou e eu perdi a direção da minha mente. Eu estava nas trevas. Em algum labirinto tenebroso. Eu só sei que pedi clemência ao grande Deus e ao seu filho Jesus.
Pedi. Pedi. Pedi, clemência! E falei. Falei francamente, assim, com o meu verbo.
No principio era verbo. Então eu clamei em silencio. Interiorizei o verbo. E o verbo fez, querer, saber, ousar, e depois se calou e me deixou num silencio amadurecido.
Antes de acontecer isso, a minha alma, era de anjo angelical; onde o amor  permanecia em estado de graça. Era de fato. Um fundo céu. Era todo céu. Era sublime. Era o paraíso.
A minha alma sempre foi generosa, brincalhona, infantil, mágica, introspectiva, ciumenta., desejosa, corajosa e muito temor a Deus. E agora vem esse cheiro da morte e me laça e vira a minha vida do avesso.
Agora encontro –me  com medo da morte. Por  que cheirei o seu cheiro.
E fiquei alucinado. Eu ainda estou vivo pela misericórdia de Deus. Ele segurou a minha mão quando todos me largaram e estavam sem poder fazer nada, por mim.
Eu vivi o inferno astral. A fatalidade foi branda com seu fogo tenebroso.
Eu ouvi vozes que procurava tirar de mim a minha vida, mas a divina graça não deixou que me abatesse e me elevou para o alto da montanha e vi a mão de Deus vindo ao meu socorro.
E quando aquela mão abraçou-me eu pude sentir o verdadeiro amor, o meu ser se iluminou e ficou incendiado pela luz divina. E neste instante toda escuridão em que a minha alma se encontrava aprisionada se desfez num passe de mágica.
Nesse momento eu pude ver os degraus da escada de luz, que se fez, para que eu pudesse subir. A cada degrau a minha alma se elevava perante o abismo, em que se encontrava.
A cada degrau subido, a minha alma, se tornava mais leve. E apesar de ter cheirado o cheiro da morte,  Deus, agraciou-me preservando a minha vida.
Marck Sosza
Enviado por Marck Sosza em 25/04/2006
Código do texto: T145339
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Sobre o autor
Marck Sosza
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 55 anos
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