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Um Adeus ao Poeta

Hoje concluí que minhas tarefas estão sendo mal elaboradas. Minhas palavras mal escritas. Meus pensamentos mal conduzidos. Estou cansada, vou-me embora daqui. Adorável companheiro da Poesia, das Letras bem arranjadas,das sinuosidades das linhas recheadas de sentimentos. Adeus!
Não sei até quando...mas adeus! Hoje tudo está muito triste para mim, pois percebi o quanto me enganei com as pessoas e com as coisas todas, que me apresentaram, nos últimos tempos. Enganos, engôdos...Já não quero mais nada. Só dormir eternamente, o sono dos cegos, dos surdos e dos mudos. Quero o sono dos inocentes, loucos e marginalizados. Mas não quero viver esse sentimento mesquinho que conheci. Nem minhas letras me animam. Que desastre em minha alma neste dia, nesta tarde. Tudo muito frio, muito distante e eu ainda mais só que antes. Chorei, chorei sim, e muito. Fiquei com os olhos vermelhos e a alma emprantecida. É muito ruim, sentir -se assim: vazia, abandonada de interesses e de afetos. Vou sair, não sei se volto. Se voltar, é uma chance, volto, não eu mesma, mas outra pessoa, reciclada. Quem sabe, mais autêntica do que sou. Quem sabe mais infeliz, sei lá... Me perdoe o desabafo, mas me senti muito à vontade para fazer isso, depois de tantas coisa que te escrevi: amores, erotismos, felicidades, fugas, etc, etc, etc... Nesta fugidia hora, nada disso me contenta... Quem sabe este adeus é temporário, na vida tudo muda, felizmente que é assim, senão este mundinho seria uma eterna meleca e ainda sem sabor nem cor...
Sem mágoas, sem lástimas, um beijo na alma e um aperto no coração... Neninha
NENINHA ROCHA
Enviado por NENINHA ROCHA em 04/05/2006
Reeditado em 06/05/2006
Código do texto: T150359
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Sobre a autora
NENINHA ROCHA
Guarapuava - Paraná - Brasil, 56 anos
310 textos (10916 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 21:48)
NENINHA ROCHA