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A confissão.

                     
O meu grande objetivo, era na verdade, de aprender a ser perfeito, como o Cristo foi para toda humanidade. Eu pergunto á Divindade o que foi que saiu de errado ? Essa resposta, somente Deus pode responder ao meu ser que hoje vive numa transmutação de um grande desejo. Eu vivenciei o paraíso, a calmaria, a tranqüilidade de um ser elevado, enfim, eu bebi da água doce e o sentimento foi de uma grande exaltação que sublimou a minha alma.
Quando eu estava com a seiva doce, tudo parecia um belo sonho mágico, isto mesmo era simplesmente a maravilha da pura mágica. A seiva doce era o estado mágico e a calmaria que a minha alma estava vivendo; era simplesmente antológico, esférico, eterno, ou seja, o espírito estava sobre a alma e a alma atuava no corpo por meios, ainda desconhecido da sabedoria do ser em questão. A seiva estava por toda parte. Ela embriagava-me fazia de minha consciência se elevar a ponto do pentagrama, que formava a estrela de cinco pontas.
Que na magia universal é a grande ferramenta, que proporciona ao homem de uma vontade forte ou de um belo desejo explosivo possa alcançar os degraus elevados  da escada de Jacob; ou a escada onde sobe e desce, alternadamente.Sentia que o meu ser estava em algum paraíso celestial, porque, eu vivia confiante e possuía uma fé perseverante.
As minhas preces eram feitas de manha e de noite e eram preces de um homem de desejo que buscava atingir o grau elevado da criação.
Eu estava vivendo um estado sublime da magia celestial, era  na verdade um estado de primazia angelical onde o desejo se tornava  fecundo  com  os meus atos praticados  de uma maneira sobrenatural. A minha alma  já  fizera  a escolha de pertencer  ao  mundo  espiritual, e deixou-me no vazio do espaço ou  do ponto equilibrante da vida vivida aqui embaixo. Eu sei que ao beber da seiva doce , o meu  ser  foi elevado aos  grupos de mestres  que realiza  um trabalho espiritual , afim, de dar as almas perturbadas  a seiva da espiritualidade. Neste momento  eu  pertencia a  iniciação  sublime, enfim, estava com  o  meu corpo, a minha alma  e o meu espírito  voltado  para um trabalho  eficaz  que pudesse alimentar o meu desejo ardente , como  uma semente que esta  desabrochando para vida.
De fato eu estava num momento de eterna felicidade, era a luz radiante da inocência; era a virtude mais preciosa que eu tinha. Essa virtude foi responsável pelo meu aperfeiçoamento  da minha alma, que me tirou  das profundezas do abismo e elevou-me  superfície para novamente ver o sol nascer, assistir a aurora nascente.
Depois da seiva doce bebida por mim e ter vivido grandes alegrias, ter vivido uma paz profunda que somente os filhos que obedecem ao Pai supremo ou aqueles que vivencia a iniciação com muito desejo de alçar vôos profundos.
Dentro da iniciação a gente aprende que ao beber da seiva doce, o trabalho existe, mas, tudo e gratificante e no final existe uma soberba ou melhor, existe uma confiança no ideal que esta sendo trilhado por todos os aprendizes que se inicia na senda.
A bebida amarga é o fel , é o grande abalo, o grande susto que o ser toma, por estar sendo útil a humanidade ou  por estar realizando um trabalho real para luz primordial.
A alma cai no turbilhão, onde o cheiro da morte cavalga silenciosamente num labirinto, onde a vida  perde o entusiasmo da alegria de sonhar. Enfim, se perde o gosto de viver.
Mas, Deus o Pai supremo é justo e providencial quando este ser em questão esta passando pela provação suprema ; Deus estendesse seus braços e suas mãos e segura o seu filho e deixa a tempestade passar. Somente Deus é a verdade do fato em questão.
Como iniciado eu previ seis meses antes que algo muito grave ia acontecer comigo, mas, aconteceu  cinco anos antes do que eu calculei e me pegou de surpresa.
Quando a energia fatalista ou cega que viaja pelo universo, atinge seu alvo, há uma explosão interiormente. O ser fica nas trevas.  Ele se sente como uma criança abandonada.
Quando passa aprovação, então, caímos num lago de calmaria, onde paira o espírito; onde o espírito coloca ordem dentro do ser e eleva este ser aos céus superiores.
Depois dessa fase eu fico feliz de estar descrevendo os momentos de delírios que o meu ser viveu diante da força invisível da fatalidade que é cega e atinge a estrela que porventura venha a brilhar, nem que este brilho possa ser por alguns segundos. Naturalmente se trata da inveja da serpente do umbral.
A serpente sempre estará a espera do iniciado que se apaixonou pela iniciação.
A serpente do umbral é inimiga do iniciado que persevera no seu desejo ardente de encontrar o fogo divino, que aquece a alma e faz a alma se comungar com o espírito.
Quando o iniciado se apaixona pela iniciação, enfim, quando ele se apaixona pelo ideal que é a virgem Sofia da tradição milenar dos cavalheiros. É verdade que eu sempre me considerei um cavalheiro andante sobre a face da terra. E quando fui batizado na iniciação, foi através de uma espada de cavalheiro. Essa é a historia bonita da minha vida, mas, quisera a natureza que não fosse tão maravilhosa assim; hoje continuo um cavalheiro, mas, o entusiasmo já não me pertence; hoje luto bravamente tentando entender o que aconteceu comigo; fico procurando respostas em mim e muitas das vezes buscando em Deus.
                                                 
Marck Sosza
Enviado por Marck Sosza em 19/05/2006
Código do texto: T159078
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Sobre o autor
Marck Sosza
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 55 anos
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