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Perdida...

 E quando abro os olhos, me dou conta: "Estou novamente trancada em meu casco...". Nada do que pensei ter passado por cima, eu realmente consegui. Sou ainda mais criança, insegura e perdida do que costumava ser.
 Estou defendendo-me do mundo, tudo, qualquer coisa, qualquer pessoa, e não sei exatamente o porquê. Somente me defedendo de tudo que penso que pode acontecer. Não quero acreditar que possa dar certo, com medo que não dê. E assim vou me escondendo cada vez mais, no fundo do meu próprio pânico. E tudo isso para que?!
 Antes, ao menos, havia uma luz no final do túnel. Tinha de medo de ficar sozinha. Hoje vejo, sozinha, mas não de tudo, coisas superficais e passageiras podem realmente preencher. Algo momentanio, sem profundidade, sem me conhecer, sem poder me machucar. Como uma bebedeira, ótima no auge, depois, a euforia acaba, e a reliadade volta.
 Então, como se me jogasse em um tanque de morfina, passo a semana como se nada acontecesse, sendo uma outra pessoa, vestindo esta pessoa, contrária, do que sou nos finais de semana.
 E então, na sexta, a noite começa denovo, outra bebedeira psicologica, uma euforia momentania, que acaba no domingo de manhã. Curo a ressaca para segunda-feira, troco de rosto, troco de roupa, entro em meu casco, deixo passar a vida.
Claudia Rayzer
Enviado por Claudia Rayzer em 29/05/2006
Reeditado em 17/04/2007
Código do texto: T165645

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Sobre a autora
Claudia Rayzer
São Vicente - São Paulo - Brasil, 31 anos
139 textos (6846 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 00:16)
Claudia Rayzer