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História de um amor ao avesso

Por um tempo já achei que você era essencial, achei que não era digna de estar ao seu lado, por isso tinha como resposta a distância, já achei que nada importava , que tudo era mentira, que já não o mais sentia, que momentos cruciais não existem, amor então? Babaquice! Já me fechei achando que assim me entenderia e consequentemente te esqueceria, tudo mentira, o tempo passou, meu cabelo mudou e lá está você pendurado e empoeirado em meu fúnebre coração, estás lá, intacto, nada te atingiu, apenas me atinge, me enlouquece, me sufoca, me trucida, e a verdade é dura, acho que até mesmo vil, uma insensibilidade à parte, um sentimento ao relento, reformulado pelo descaso, amassado, rejeitado, aterrorizado, mas intacto!
Saudades tenho do cotidiano que não vivi, dos beijos que minhas lembranças captam, dos corpos que por breves minutos se amaram, saudades dos sonhos, dos planos, dos elos, da amizade, do abraço, dos sorrisos, todos perdidos nessa imensidão de sentimentos vagos, jazidas de tristezas, lágrimas derramadas e muitas outras a se formar em meus olhos, o meu pranto, tristezas, infinitas tristezas, mas alegrias também, de alguma forma algo no meio do nada valeu a pena, valeu nossos nomes escritos, rabiscados, desenhados, petrificados, um na alma do outro! Não sei quando será tempo, não acredito mais nele, mas alguma hora será tempo pra nós dois, alguma hora o veredicto será dado, não sei prever se é bom ou ruim, se te conheço ou não, se te quero ou não, se meu corpo responde ao teu ou não; vago nas incertezas, nos meus sonhos não sonhados, tampouco compartilhados, nos meus planos não continuados, mas ao menos posso dizer que amei e fui amada, que vivi uma historia de amor, nao quero que soe como piegas, detesto piegas, entretanto aqui estou eu, e dessa vida quero carregar somente o válido, chega de insensatez, de sentimentos não vivenciados, de ironias a brincar pelo espaço incorfomado, das covardias corajosas, do amor pueril e vil...dos olhos perdidos ao horizonte, do passado insistente em se manter no presente e aniquilando a primavera futura, destruindo efeitos mágicos, boicotando literalmente a felicidade que se vem chegando e pelos desvios do caminho se dilacerando, aqui volto eu ao meu clausuro de alma, ao meu avesso!
Entendam, entendam como queiram, no plural e no singular , com plateia ou sem platéia, com pudores ou sem pudores, mas saibam: AQUI JAZ UM AMOR!
Um "eu te amo" jogado ao infinito, somente a espera de um outro "eu te amo", um verdadeiro e simples encontro de almas! um amor ao avesso! e com pressa, muita pressa!

Ao meu eterno... Primeiro Namorado!
Marã
Enviado por Marã em 12/06/2006
Reeditado em 10/05/2009
Código do texto: T174092
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Sobre a autora
Marã
Macapá - Amapá - Brasil, 30 anos
46 textos (2187 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 22:50)