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À SOLIDÃO (queira sentar-se!)


   Quando eu me sinto assim, ausente,
   perdido numa vaga sensação que o mundo foi embora,
   é a hora, eu sei, aquieta-se o espaço!
   Senta defronte a mim a solidão,
   girando o laço.
   Por ela já não pressinto
   o coração rompendo em lágrimas,
   ante a devastação que ao breu conduz
   meu peito, um chão sem cio.
   Engulo a dor,
   busco a luz quietinho.
   E a vida retoma ao curso e à sua cor
   no meu caminho.

   E ela, que é traiçoeira feito a morte,
   dá-me um sorriso, docemente.
   Eu que não mais me abalo com seu porte,
   lhe ofereço meu aguardente.
   De tanto tê-la como companheira,
   por conhecer o frio do seu semblante,
   sinto-me o preferido
   na geleira dos seus amantes.
Tony Guedes
Enviado por Tony Guedes em 05/07/2006
Código do texto: T188079
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Sobre o autor
Tony Guedes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 47 anos
71 textos (2506 leituras)
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