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AUTOMÁTICO

Um céu pintado de azul e nuvens adornando-o,  impedindo o sol de mostrar-se no seu brilho e claritude.
De repente desconecto e a vida segue seu rumo ligada no automático, sem emoção, sem frio no estômago, sem gargalhadas, sem choro, sem barulho que signifique alguma coisa.
Tudo parece normal e previsível, sem desafios, sem riscos, sem rabiscos, sem borrões, sem a emoção da busca, sem ponto de chegada ou de partida.
Talvez por isso nunca tenha gostado muito de natureza morta. Ela existe e simplesmente deixa o tempo fluir ao sabor de olhares que admiram sua beleza muda.
Há quem diga que o viver é isso, mas teimo em esquadrinhar o sentido oculto das coisas; o óbvio não me satisfaz, gosto de buscar o concreto no emaranhado de linhas, desconstruindo o abstrato.
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Logo essa nuvem passa e o sol surgirá na sua plenitude, então o gesto mais simples, as coisas mais corriqueiras, até o feio, darão os tons das cores do contorno dos dias.
Será que loucos são seres envolvidos nessa nebulosa viagem  e que não conseguiram voltar?



14/07/2006
DIANA GONÇALVES
Enviado por DIANA GONÇALVES em 18/07/2006
Código do texto: T196787
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
DIANA GONÇALVES
São Paulo - São Paulo - Brasil
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