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A Queda... De Repente

(escrito numa tarde de sábado, em solidão doída, após ter me sentido muito egoísta e má)


O que eu estou fazendo de minha vida? Que balbúrdia eu aprontei na vida de tanta gente? O que me falta? O que estou buscando? Quem sou eu? Onde eu estou em mim? Tenho me sentido tão cruel e, ao mesmo tempo, tão indefesa!

Nossa, como me sinto perdida! E escondo tanto, disfarço demais. Sou um ser mutante. Perdi-me de mim mesma.

Ah, montanha-russa de minha vida! Há segundos, lá no alto, lindo! De repente, a queda, o coração do peito à boca. O peito comprimido, a respiração difícil. E o meu mergulho no álcool, meu vício.

Não há mais espaço em minha cabeça para tantos pensamentos. Eu não agüento mais.

Sempre tive tanto medo da morte! Mas, na quinta-feira, quando vi no exame "citologia oncótica suspeita" me pareceu a solução. Acho horrível pensar assim e me envergonho de mim mesma, mas achei que enfim conseguira uma saída para o embaraço de minha vida; bastava esperar e dizer adeus a todos e a mim.

Covardia? E se for? A covardia é uma vergonha, é uma fraqueza? Eu quero é resolver as minhas angústias e aliviar o mal que causei a tantos. Horrível, mas morrer me parece viável.


em 22/07/06
Cris Marco
Enviado por Cris Marco em 24/07/2006
Código do texto: T200910

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Sobre a autora
Cris Marco
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
86 textos (4402 leituras)
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Cris Marco