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Solidão

Dentro de nós um lamento dilacera. Aperta a garganta como se quisesse na verdade, espremer o mundo.
Pontos salpicam um vazio.Uma permanente queda de abandono e interesse.
A solidão vai infiltrando cada pedaço sem roteiro.
Marca com ferro e deixa ferida que não cicatriza.
De sabor amargo e odor indecifrável. Vai amarelando as nossas vontades e ironizando o nosso destino.
Faz desconcentrar.Traz uma tristeza como cúmplice e borda livre uma coberta para secar nossas lágrimas.
A solidão desgasta...
Pesa como fardo. deixa expressivo um olhar vago, uma ruga na testa.
Chega algumas vezes, num ritmo frenético e imbatível!
Sem consultas prévias.Sem agendamentos.
Quando percebemos já se instalou e demarcou território.
A solidão maltrata.Desconforta gradativamente...
Prende a respiração e afoga o coração numa inusitada agonia.
A solidão corrói nos tornando pessoas difíceis, amargas e enjauladas nos anseios.
MariSaes
Enviado por MariSaes em 16/08/2006
Código do texto: T217722

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Sobre a autora
MariSaes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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