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Respeitando as diferenças

Viver em sociedade não é uma tarefa fácil. Várias pessoas, várias personalidades, várias diferenças. Cada um pensa e age como entende melhor. A maioria só pensa em si mesma. Não se importa com quem está a sua volta. Alguns chegam ao ponto de não conseguirem sequer enxergar os outros e vivem como se fossem seres únicos, acima do bem e do mal, cercados por “coisas”.
Alguns gostam de música brega, outros de música clássica. Para alguns, a música que mais agrada é pagode ou axé. Alguns gostam de feijão tropeiro, outros de salada. Tem gente que gosta só de carne e alguns que só comem verduras e legumes. Estes, não podem nem ver carne. Uns se vestem com maestria, outros “bregamente”. Tem gente que não quer nem se vestir. Outros nem tiram a roupa.
Poderia, aqui, enumerar um sem fim de exemplos, para demonstrar as diferenças. Mas entendendo não ser necessário. Ser diferente não é algo que tenha que ser destacado nos outros pelos outros, pois é uma situação vivida por alguém, que tem que ser respeitada.
Tudo na vida depende de um referencial. O que é bonito? Só sei o que é bonito tendo como parâmetro algo que seja considerado feio e vice-versa.
Quem é normal? Preciso de um parâmetro de alguém louco para determinar aquele que é normal e vice-versa.
E assim a vida segue o seu caminho e não para.
Não precisamos determinar o que é bonito, feito, normal ou louco, nem destacar o que é comido, vestido ou vivido por alguém. Precisamos é deixar de lado as diferenças, porque elas não interessam para a nossa convivência diária. Ser diferente não pode ser superior à própria essência das pessoas. Comer, vestir, agir etc, dessa ou daquela forma, não pode ser a única coisa a ser vista alguém. Cada um de nós pensa de uma maneira. As diferenças existem para nos particularizar. Somos seres únicos e individualizados. Cada um tem os seus próprios medos, preferências, atitudes etc. É tão engraçado! Toda vez que vemos alguém tentando ficar parecido com outrem, considerado bom em alguma coisa, logo dizemos: “seja autêntico, você está imitando fulano”. Mas, em várias oportunidades, estamos sempre dizendo a alguém: “você deveria ser igual ao beltrano; ele, sim, é uma pessoa assim ou assado”.
Desde cedo, aprendi que não se deve julgar um livro pela capa. Parece coisa de criança, mas serve para toda a vida.
No nosso dia-a-dia, encontramos todo tipo de pessoas: boas, más, bonitas, feias etc; sei lá!; da forma como queiram classificá-las. São oportunidades únicas, talvez. Não podemos deixar de conviver, da melhor forma possível, com essas pessoas, por causa das diferenças. Precisamos, sim, conviver com elas, justamente pelas diferenças que, como dito, servem para individualizar cada um de nós.
Se invertermos a situação e passarmos a nos considerar, com a visão do outro, com certeza, nós temos grandes diferenças para eles, também. E, como dito, se essas pessoas deixarem de conviver conosco, em função dessas diferenças, o que será do mundo, já tão cheio de problemas e confusões.
Como já fora dito por alguém: “viver e não ter a vergonha de ser feliz”. A busca pela felicidade deve ser o nosso alvo diário.
Jesus Cristo, o nosso Senhor e Salvador, foi além de todas as nossas diferenças e nos amou, muito antes de nós existirmos. Cada um de nós é uma criatura de Deus, ou seja, somos perfeitos. Ao invés de destacarmos nos outros aquilo que não nos agrada, devemos amar ao nosso próximo como a nós mesmos.
Assim, tenho certeza de que tudo vai caminhar melhor.
Vicente de Paulo Damasceno Júnior
Enviado por Vicente de Paulo Damasceno Júnior em 24/05/2010
Reeditado em 31/05/2010
Código do texto: T2275901
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Sobre o autor
Vicente de Paulo Damasceno Júnior
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 45 anos
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