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VIDAS ...

Passa-me o pão, empurra-me a manteiga,
Estende-me a tua mão de forma meiga,
Não desesperes que amanhã é outro dia...
Dorme sob os claustros do silêncio,
Esmaga o cancro do abismo e vence-o,
Iventa forças, evita a nostalgia...

A vida foi madrasta e de traição funesta
Criaste rugas em redor da testa,
Lutaste contra ‘tubarões’ sem rosto...
Tiveste uma juventude promissora,
Acabaste enxovalhada pela vassoura,
Dos que sabem descansar no fogo posto...

Não chores que o teu dia chegará,
Mesmo se alguém te mostrar o alvará
De um futuro feito de mortalhas...
O meu olhar de esperança é teu irmão,
Juntos afastaremos da tua solidão
Cutelos, catanas e navalhas...
Ângelo Gomes
Enviado por Ângelo Gomes em 16/09/2006
Código do texto: T241775
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Sobre o autor
Ângelo Gomes
Portugal, 64 anos
553 textos (7881 leituras)
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Ângelo Gomes