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O ferrolho da morte

                                                        Ferrolho da morte
É sem duvida o beijo tenebroso da serpente do umbral; este momento é um estagio, onde o ser se encontra em delírio e alucinado. A visão do ser se encontra nebulosa e é preenchida pela nevoa da escuridão, tornando a vida uma escrava, sem destino certo ou uma fuga para as trevas interiores. Essas trevas interiores seriam os pecados cometidos durante a vida da alma existente desde o seu primeiro nascimento.
O ferrolho da morte é na verdade um espaço vazio, onde nada cresce  é verdadeiramente um espaço mórbido. Este ferrolho é um abismo que se abre, diante do escolhido para provar se ele permanece em Deus ou se ele passa para o lado adversário.
Na verdade esse ferrolho é o olho da morte, mas, também, é onde o cordeiro é consagrado com a benção de Deus – o Criador. Esse ferrolho é os dentes dessa serpente do umbral que vigia a porta do paraíso, para proteger daquele que verbalizou os quatro verbos cabalísticos que são eles: o verbo querer; o saber, o ousar, e o calar-se.
Quando o iniciado aprende comungar esses quatro verbos cabalísticos, ele aprende ouvir e falar a linguagem do silencio que se perpetua na eternidade do universo; desde a primeira palavra falada. Então é necessário que este iniciado passe por essa provação para que ele possa receber de Deus o batismo que provem da luz primordial.
Marck Sosza
Enviado por Marck Sosza em 19/09/2006
Código do texto: T243892
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Sobre o autor
Marck Sosza
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 55 anos
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