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Só temos o afeto que damos.

A necessidade primeira do ser humano é a afetividade, base para uma vida de equilíbrio, de saúde e sanidade. Sem ela sofremos a dor da carência emocional.
O mundo em que vivemos tem sido palco das mais lamentáveis "tragédias do amor". Qual seria realmente a causa das grandes lutas atuais nos relacionamentos afetivos? Que estaria por de traz das amargas desilusões em torno daquelas "promessas encantadas" dos tempos felizes dos primeiros encontros, de dois corações apaixonados?
Sem refletirmos sobre o egoísmo não conseguiremos entender com clareza a natureza das dificuldades dos relacionamentos.
Nós sabemos que precisamos do outro para ser feliz, pois ninguém é uma ilha, ninguém vive só, mas por egoísmo queremos ser felizes a custa do outro. Tentamos de todas as formas transformar o outro para nos agradar, mas nós não nos transformamos para agradá-lo. Puro egoísmo.
Enquanto não nos dermos conta de que ser egoísta só prejudica a nós mesmo não conseguiremos ser felizes. Nem tão pouco, fazer alguém feliz.
Ninguém é capaz de fazer alguém feliz. Nós somos capazes sim, de ajudar, de ser cúmplice, de influênciar. Mas a felicidade é uma conquista de cada um.
A arte de recriar as relações, que por egoísmo e intolerância permitimos que se rompessem, só pode fazer parte da vida de quem descobriu que o afeto que se tem é somente aquele que se dá.
Só temos o amor que damos. O amor que desejamos, embora justo, quase sempre termina em loucura e tédio, decepção e cobrança.
Sem amor a vida não tem sentido. E amor é afetividade, é ternura, é doação.
Malene
Enviado por Malene em 22/09/2006
Reeditado em 03/01/2010
Código do texto: T246963
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Sobre a autora
Malene
Taquara - Rio Grande do Sul - Brasil
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