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Materialismo, real filosofia do espírito.

Definir = é antes de mais nada levar uma concepção dada a uma mais ampla, estabelecendo diferença(s) específica(s).

Da impossibilidade de se definir a matéria. A matéria é tudo, logo não há como defini-la a colocando em uma concepção mais ampla que ela mesma, pois ela é tudo. Logo não há como definir a matéria positivamente, dizendo o que ela é de fato, mas sim só podendo a definir de forma negativa, excluindo o que ela não é, pois se ela é tudo (material) podemos excluir o que ela não é, mas cria. Ex. O espírito não é matéria, mas é criado pela matéria. Daí a dificuldade de se explicar o espírito pelo espírito, pois ele não é em si, ele é pela matéria. Explicar o espírito é garantir a materialidade deste e dizer dessa criadora daquele, pois se somos só matéria e conseguimos explicar o espírito, antes de mais nada a matéria tem um sentido, criador, pelo menos, das idéias, que não são materiais, mas nunca poderiam existir sem esta, dado no materialismo. Entretanto nunca encontraremos uma explicação razoável, Platão que nos desculpe, de explicar o espírito pelo espírito (idealismo).

Chama-se matéria tudo o que existe independentemente do pensamento ou do espírito: é a parte não espiritual do real. Ela não tem consciência, não tem memória, não tem discurso, não tem projeto nem vontade é o ser inconsciente e instantâneo, que oferece ao espírito, como seu outro, apenas o silencio, a indiferença e o esquecimento.

Se nada existe de fato, a vida, o espírito, o projeto etc, se tudo isso é conseqüência da matéria que não passa do contrário, de algo sem vida, sem espírito, sem projeto etc e pelo primado da matéria temos uma “primazia” do espírito, acabamos então percebendo o superior pelo inferior, antes vêm o nada e a matéria que criam o espírito. Mas no fundo rumamos para o nada, se o espírito não é anterior a matéria e a matéria, que nós somos, perece, degrada, ruma para a dissolução, nada mais existe, só existe nossa perspectiva da vida, que nada é, a morte, enfim, a matéria sem vida, prima. Sem religião, sem idealismo, estamos sozinhos no meio do silêncio e do desespero, não há nada a esperar, nada que nos salve. Se não há nada a esperar, nada de superior, temos a vida que é para ser vivida aqui e agora. Desespero e felicidade. Não há felicidade superior, nada vêm de cima, tudo há de ser criado, vivido, enquanto podemos. A vida é finita, a morte é infinita, a morte engole a vida, não como oposto, mas como definidor. Tudo que não é morte é vida. Tudo que não é matéria é espírito. Desespero, portas abertas para máxima felicidade, viver é o máximo. E viver aqui e agora, pois não há nada a esperar.
leandroDiniz
Enviado por leandroDiniz em 03/10/2006
Código do texto: T255313
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Sobre o autor
leandroDiniz
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
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3 e-livros (430 leituras)
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leandroDiniz