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DESCOBERTA ...

De um alto inimaginável, surgiste
Num espaço temporal em que fugiste
De sentimentos puramente irrecusáveis
Teus olhos contrariavam a sentença
Que a boca em constante desavença
Provocava sons esterilmente afáveis

Quantos minutos, quantos arvoredos
Quantas lágrimas, quantos arremedos
Quantos vazios, quanta vida em vão...
São tantos os caminhos que trilhámos
Incontáveis os desertos que passámos
Até chegarmos ao calor do Verão

A tua voz abre caminhos, sara feridas
Apaga lágrimas antes bem bebidas
Rasga sorrisos, torneia solidões...

Já não sei que mundos apagaste
Já não sinto vendas nem desgaste
Já não vejo o mundo aos trambulhões.
Ângelo Gomes
Enviado por Ângelo Gomes em 08/10/2006
Código do texto: T259285
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Sobre o autor
Ângelo Gomes
Portugal, 64 anos
553 textos (7881 leituras)
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Ângelo Gomes