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O sentido verdadeiro e a verdade do sentido

O sentido verdadeiro e a verdade do sentido

Quem duvida que atire a primeira pedra, mas somos humanos. Seres, animais. E como pertencentes à natureza somos verdadeiros. A natureza das coisas é serem verdadeiras, o sentido delas? Não existe.

Não existe um sentido na verdade, ela simplesmente é. E a verdade do sentido? É que ele está, quanto mais se pretende verdadeiro, mais afastado da verdade. Nossos sentidos nos dão uma impressão do mundo, que não é o mundo mesmo, mas nosso sentido pra ele. O mundo é constituído de átomos e vazio, somente. As imagens que vemos, os objetos que tocamos são apenas simulacros que a nós se apresentam em nossa ligeira forma de organização atual.

A verdade basta. A verdade basta para os que querem viver pela verdade. O sentido domina. E o erro, verdadeiro lógico, é buscar a verdade do mundo pelo sentido. O sentido é em si uma imaginação. Uma idéia que temos da sobreposição das imagens que temos do mundo, que em si não tem sentido nenhum, não tem propósito algum. Criamos o sentido porque somos, a princípio, racionalmente inferiores e imaginativos demais.

Cabe aqui assentar a idéia. Que por ser uma idéia não é mais que um sentido da verdade. É impossível viver sem as imagens, sem a idéia de sentido? Muito provavelmente, mas pior sem pensar neles. Pois quanto mais chegamos próximo da verdade mais podemos enxergar as artimanhas que o sentido pode pregar em nós. E com isso sermos mais feliz possível nessa única vida que temos.

Não cabe aqui nesse esboço de idéia, que me serve apenas para concretizar alguns conceitos, e para ti leitor, talvez, um ponto de partida para pensar sobre essas idéias, detalhar e esmiuçar demais os pormenores de uma comprovação, de uma demonstração de tudo. Quanto mais pensamos mais vemos que nada temos a julgar e tudo temos a compreender.

O sentido do mundo é para nós algo real, pois a ilusão é verdadeira, só não é a verdade. Pensar sobre a ilusão é colocar-nos em um nível que podemos em certa parte viver com a ilusão, mas sem deixarmos que ela afete demais a nossa vida. E aqui a ilusão vem como fator determinante de toda a sorte de infelicidades que podemos ter.

Veja o exemplo mais clássico de todos e que, o assunto, existe desde que o homem começa a viver. O desejo. Muitos conseguem crer, o que não é difícil, aliás, é até natural que se pense assim, que as coisas são boas ou ruins. Que as pessoas são ou não amáveis. Que existe o bom e o mau. As coisas em si não possuem valor algum. Sentido algum. Nós porque desejamos algo é que vemos aquele algo como bom. Porque achamos melhor um sentido que a verdade tendemos a ele. Achamos melhor, pois a princípio é o mais fácil. Tudo é real, só existe o real, inclusive nossas ilusões. Não existe bondade só o desejo de bem. Não existe filosofia, só filósofos.

Cabe aqui muito mais cuidado para crer menos verdadeira a ilusão e se iludir menos quanto a verdade. De resto basta não mentir, já que a felicidade está próxima da verdade.
leandroDiniz
Enviado por leandroDiniz em 20/10/2006
Código do texto: T269086
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Sobre o autor
leandroDiniz
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
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leandroDiniz