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MINHA REVOLTA

Muitas vezes sentimos revolta. Não aquela por qualquer coisa, mas pelas pessoas.
Definitivamente, cheguei a conclusão que ser sensível, romãntica ou até, amar de mais, fez de mim uma pessoa que não é ouvida, e não consegui, até hoje, encontrar a amizade leal e sincera.
Por vezes, as pessoas que me são caras, não percebem a minha existência, pois de certa forma, "sentir demais", "amar de mais" torna uma pessoa sem atrativos para ser conquistada ou descoberta. A conquista a que me refiro é aquela da amizade, que tanto me fez falta em momentos importantes de minha vida, e me vi só.
Por mais que eu grite ou sussurre, minhas palavras perdem-se no vento e minhas ações tornam-se insignificantes.
Tentar, em algumas situações dizer sobre um futuro previsível já causou-me muitos problemas.
Nesse momento, estou farta com o mundo, com as pessoas, com as injustiças e com a ignorância, sendo as duas últimas, as que mais violentam meu ser.
Estou diante do computador, e revelando ao mundo (que pretenção) o que vai pelo meu pensamento e meu sentimento, os mesmos que na maior parte de minha vida, são desprezados.
Minha revolta é extravasada, no mesmo instante em que mais uma vez, sinto-me invisível. E percebo que o que faz feliz alguém é ter ouvidos para nos escutar, braços acolhedores e palavras que nos confortem. Saibam, a falta deles, dói muito.
Fernanda Pietragalla
Enviado por Fernanda Pietragalla em 25/10/2006
Código do texto: T273625

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Sobre a autora
Fernanda Pietragalla
São Paulo - São Paulo - Brasil, 48 anos
126 textos (24244 leituras)
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Fernanda Pietragalla

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