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REBELDIA

      Posso beijar qualquer boca, me perder em lencois desconhecidos. Posso dancar ate o dia clarear. Beber e dirigir perigosamente. Posso desafiar a vida. Mas nao posso fugir desta imensidao de sentimentos. Nao posso voltar para casa e encostar a cabeca no travesseiro, porque voce vem em meus pensamentos. Voce invade minha embriagues, transforma minhas ilusoes em lagrimas. E depois da farra com os amigos, estou novamente sozinha. Sozinha neste apartamento a fitar o infinito, acendo um cigarro dou tragadas longas. Olho pela janela vejo a cidade a dormir, vago a esmo pela casa. Sinto sua falta, o conforto dos seus bracos. De repente voce tem tudo e ao mesmo tempo nada. Confusoes de sentimentos invade me, poderia cortar os pulsos so para te assustar. Poderia bater a sua porta e dizer ola para sua familia. Poderia te surpreender no trabalho, mas coragem me falta. Se voce ao menos tivesse dito que tudo seria passageiro, meu coracao nao sangraria. Eu nao teria arquitetado sonhos, tao pouco teria me tornado refem dos seus caprichos. Se ao menos eu soubesse que tudo seria cama, nao teria deixado me levar por esta paixao. Nem ao menos teria fitado seus olhos, ou, permitido que compartilhsse meus sonhos. As vezes o vejo passar proximo ao escritorio, meus ovidos identificam o som do seu carro e ai me vejo olhando insistentemente para o corredor. Como se por um milagre voce viesse ao meu encontro. A verdade talvez seja que nao era paixao, pois, nao seria tao avassalador e desastroso nosso envolvimento. Talvez eu esteja transferido a voce minha responsabilidade em ser feliz. Talvez eu esteja querendo culpar alguem por nao aceitar que voce tenha me dado o fora. Amanha havera tantos outros homens tao ou mais interessantes que voce e ai ja nao lembrarei deste momento. Nao me lembrarei das lagrimas, dos porres e da falta. Talvez eu me lembre que damos demasiadamente importancia a coisas insignificantes.
Que na verdade ninguem e de ninguem, nascemos so e partimos so. As vezes por rebeldia ou comodidade continuamos a querer o improvavel, a querer o que a vida nao nos reserva de melhor. Entao sofremos por tolice. Sofremos por nao termos saberdoria em esperar o melhor.
CAMOMILLA HASSAN
Enviado por CAMOMILLA HASSAN em 02/11/2006
Reeditado em 03/11/2006
Código do texto: T279922

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Sobre a autora
CAMOMILLA HASSAN
Atibaia - São Paulo - Brasil, 36 anos
1308 textos (159164 leituras)
29 áudios (11795 audições)
5 e-livros (510 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 02:08)
CAMOMILLA HASSAN