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ALHURES

Onde estão queridos amigos
que longe de mim se encontram?

Estão tão longe e distante
e mesmo por um instante
sinto-os aqui bem pertinho
como se falassem baixinho
pra acalmar minh'alma

Ah, as tardes de papo...
Quando trocávamos dedos de prosa
Ou voltávamos das noites de farra
e sentávamos à sombra das árvores

Oh vida boêmia
de sons, letras e cores
de eternos amores
de serenatas sem fim

Dos berros varando à madrugada
Das campainhas tocadas
Das placas trocadas
E das flores arrancadas

Dos banhos de cachoeira
dos assaltos às geladeiras
dos passeios nas fazendas
das caronas nas boléias de caminhão

Saudade da minha casa
do meu quarto
da minha cama
do meu espaço

Saudade do muro pulado
da comidinha de vovó
do beijo roubado
dos nós em pingo d'água

Saudade do mingau de aveia
do café com leite e coalhada
do pãozinho com torrada
das frutas tropicais

Hoje na cidade grande
sem tempo pra nada
cronometrando a vida levada
sem beijú, sem cuzcuz, sem bolo de milho

Sinto que ainda assim eu era feliz
mas não sabia...
Oh mundo cruel, porquê me tomas?!!!
Deakkk
Enviado por Deakkk em 22/11/2006
Reeditado em 26/11/2006
Código do texto: T297799
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Sobre a autora
Deakkk
Salvador - Bahia - Brasil, 36 anos
126 textos (4737 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 00:59)
Deakkk