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SOBRE O ATO DE RECLAMAR!

Reclamamos do que nos incomoda. Mas se não fazemos nada para modificiar o que detectamos que não está bom, que não nos faz bem, então, é insanidade emocional ou simplesmente limitação da pessoa que ainda não é capaz por si, de conseguir sair da margem da reclamação para fazer algo em benefício próprio que produza mudanças.
Entendo que a reclamação constante ou auto piedade, é um pedido de socorro de quem não consegue fazer melhor, de quem não consegue sozinho.
Quanto as imagens da fome, da miséria da África ou de qualquer lugar, é uma realidade nua e crua que infelizmente ainda ocorre devido as desigualdades de todos os gêneros.
Entendo que para quem se encontra nesta situação este seja "seu ponto de reclamação".
Assim como quem sofre de obesidade mórbida.
Assim como quem procura as drogas, as bebidas, o sexo desenfreado, quem não consegue se levantar intimamente por perder um amor e etc.
A minha comparação é simples: dentro de cada ser humano, desde o teu contexto social, familiar, etc, existem peculiaridades que faz com que a sua força apareça ou a fraqueza se estabeleça.
Somos um mundo dentro de nós mesmos, com limitações interiores e exteriores, passando por este planeta terra sendo instrumentos de aprendizagem para "outros", e também convivendo com "outros" para que eles sejam instrumentos de aprendizados para nós mesmos.
A frase "olha para trás, veja que existem pessoas em piores condições, ou coisas piores", para mim é um convite para a acomodação.
Sim, acomodar-se. Aceitar uma situação porque lá mesmo, até do lado, existe coisa pior.
Eu sou espírita, creio em vidas sucessivas, livre arbítrio que as vezes não vem tão livre assim porque em vidas anteriores criamos muito mais "nós" do que "laços".
Continua sendo livre o arbítrio porque se ele está enroscado fomos nós mesmos que o construímos assim, portanto para mim não funciona olhar para trás para ver coisa pior para tentar aceitar coisa que me incomoda, que não me faz bem, ou negar meus sofrimentos internos, minhas limitações. Não creio que assim eu vá evoluir ou crescer.
Olhar pra trás mas sem comparações, é olhar para trás no sentido de "nos olhar". Olhar para o nosso passado e ver o que fizemos ou o que deixamos de fazer e o porque nos encontramos em uma situação que não nos faz bem, que não nos satisfaz para que possamos contribuir com uma sociedade melhor, um mundo melhor, nos tornando melhor dentro de nós mesmos.
Isso não é egoísmo, porque nos tornardo melhores que é a nossa obrigação, podemos ser melhores ao redor, e se cada um conseguir isso, automaticamente, agindo de acordo com o que SENTIMOS e não de acordo com o que nós PENSAMOS, seremos mais autênticos, mais felizes, menos hipócritas, não precisaremos de tantas máscaras, iremos reclamar com certeza menos, porque no fundo quando reclamamos estamos reclamando de nós mesmos, enfim...
Quanto melhores nos tornarmos para nós mesmos em primeiro lugar, isso irá se refletir no ambiente no qual estivermos inseridos e acabaremos com a miséria.
Não só a miséria de comida, mas a miséria do desamor, a miséria das desigualdades, a miséria da intolerância, a miséria do ter, a miséria da insensibilidade, a miséria do vazio, a miséria do roubo, a miséria da dissimulação, a miséria da falta do amor, misérias e mais misérias...
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OBS: estava falando com uma amiga agora, e ela disse que não concorda comigo porque temos que olhar para o lado e para trás sim para vermos que existem situações piores porque assim é possível encontrar forças para superar as dificuldades e levar as missões sejam quais forem até o fim.

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Em resumo, para mim, Wainy, olhar pra trás ou para o lado, fora de nós se servir para impulsionar para frente é válido, caso contrário se for para servir de acomodação não!
Ah, e sobre a miséria que atinge o organismo físico, que se torna visível e serve de instrumento para desenvolver a solidariedade das pessoas, para mim é mais uma forma de miséria: a  de comida, pois existem aquelas “misérias” que não vemos, que habita o íntimo de cada um, que é capaz de arrasar, anular, acabar, definhar, desnutrir, matar, tanto quanto aquela “física”.

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Hoje dia 27/11/06, recebi uma contribuição no comentário da amiga Luciana Bentes. Foi oportuna porque fez com que eu percebesse que o meu pensamento estava seguindo apenas uma linha de raciocínio, expressando minha opinião sobre o que seria válido ou não. Pequenez da minha alma querer generalizar ou radicalizar mesmo que em pensamento, por isso a contribuição dela foi fundamental até mesmo para que eu percebesse que meu pensamento é apenas o meu pensamento, e que não estava amplo. Então segue a contribuição dela:

Luciana Bentes

AMIGA TENS RAZÃO EM parte, mas somos seres humanos temos de aprender e cada um adquire força, experiência, evolução da sua forma, alguns olhando para trás, outros para os lados, e há alguns que visam todas as direções...cada um busca sua forma ,as vezes errada, de evoluir , de ser uma pessoa melhor....acho que coração e cabeça tem de caminhar juntos,não dá pra seguir só o coração, da pra sentir mas não pra seguir somente ele, pois coração tb erra assim como a cabeça,afinal somos humanos... tb gosto e sigo muitos preceitos do espiritismo, por isso sei que há muito mais complexidade em cada gesto nosso do que imaginamos, sem saber vivemos em um mundo em que cada passo que damos influência uma pessoa em outro continente que nem conhecemos e isso é muito louco, por isso acho que reconhecer-se diferente a si e ao próximo é tb entender que até o certo e o digno não precisam sempre serem da mesma forma podem ser uma borboleta ou mesmo um escorpião.

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Senhor dos Mares
Enviado por Senhor dos Mares em 26/11/2006
Reeditado em 27/11/2006
Código do texto: T302058
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Senhor dos Mares
Dracena - São Paulo - Brasil
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