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AMOR ENVENENADO

Doce mel de tuas palavras envenenaram
o que de mais belo podia ter existido
entre nós tuas mentiras fomentaram
a lenta morte dos sonhos prometidos.

Como criança em fé cega me entreguei
e em teus braços me deixei ficar
por ingenuidade, tolice minha, pequei
como podia de um amor assim duvidar?


Vieste como andante cavalheiro
triste, machucado, corajoso guereiro
ofertaste carinho, pediste colo
e meus sonhos...ironia, causaste dolo.

Nao tema, nao te cobro a lágrima ou a dor
nem  peço para ti castigo ou remissão
pecado teu foi cruel: matar o amor
no peito de uma mulher, envenando a paixao.

Tolo engano porem, ainda nao percebeu
todo amor que morre é fênix que se imola
das cinzas renasce mais bela sob o céu
alma pura a novo amor chama e evoca.

E o veneno que usas-te contra ti se volta
aos poucos tu definhas entre dor e pranto
a mentira é teu tormento e nao te solta
és presa e vitima, acuada num canto.

Lamento por ti, solidao te aprisiona agora
alma que chora, coração mutilado, sem juizo
podias ter vivido  comigo o paraíso
preferis-te o inferno, até a derradeira hora.
Liane Furiatti
Enviado por Liane Furiatti em 28/11/2006
Reeditado em 20/01/2009
Código do texto: T303800
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Liane Furiatti
Curitiba - Paraná - Brasil
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Liane Furiatti