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Não creio nos homens,
ou na sua justiça;
Não creio na bondade,
ou na sua cortês hipocrisia.

Não creio nas flores,
ou em seu pífio perfume;
Não creio na luta,
ou em sua efêmera vitória.

Não creio na historia,
ou em seus acres tormentos;
Não creio na derrota,
ou em suas lágrimas tolas.

Não creio no luar,
ou em suas fases confusas;
Não creio na luz,
ou em sua fugacidade audaz.

Não creio na dor,
ou no torpor de seu sofrimento;
Não creio na chuva,
ou no adiamento do bom tempo.

Não creio no tempo,
ou em seu sacrifício eterno;
Não creio na eternidade,
ou em sua esperança vã.

Não creio no sofrimento,
ou em sua parca recuperação;
Não creio na solidão,
ou em sua inesgotável liberdade.

Não creio no sonho,
ou nos seus espasmos de cor;
Não creio na mentira,
ou nas mais duras vivazes.

Não creio no nada,
ou no paradoxo complementar;
Não creio no falso olhar,
ou na cumplicidade vadia.

Não creio no medo,
ou na sua vil ausência;
Não creio na poesia,
ou na sua demência completa.

Não creio na decência,
ou na sua louca verdade;
Não creio na saudade,
ou no estio acalorado.

Não creio na violência,
ou na ironia da clemência ;
Não creio na maldade,
ou na culpa de ser maduro.

Não creio no fantasma,
ou no sangue sem plasma;
Não creio em ateus:
“- Deus, como parir a minha fé!?”
Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 16/07/2005
Código do texto: T34924

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351736 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 10:28)
Nel de Moraes