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O Sonho nao Acabou

O sonho não acabou

Heloiselenar...navegar...divagar...sonhar...despertar...meditar...
como boi no pasto...Vaca sagrada...Como verde, ruminando clorofila, sais minerais, vitaminas, tão pouco para viver, nesta vida Severina!
Meu olhar parado, perplexo, rumino os frutos da terra...es pó, em pó se  tornará. Desvarios, desmandos, camarilhas, CPIs, quadrilhas, Heloisas Helenas desvairadas, enlouquecidas, perplexas, expulsas, gritos inconformados, surpresos, cínicos, de congressistas fingidos. Rumino o verde, deglutição difícil, bolo alimentar possível...apropriado?
Heloiselenam mães, até  quando, curvadas sobre filhos inertes, esfomeados, boquiabertos.
Rumino meu sonho sonhado, abortado, lombrigado na fila de votação votado, o botão treze da eleição apertado. Pleito peitado.
Olho parado, rumino qual boi no pasto, cabisbaixo, em carma surdo, constante, obediente, silente, rompido sofregamente, olhar pro céu, desabafo: Muuuuuuuuu!? Heloisoeleno rouca, asmática, patética, sonho sonhado de juventude, vida parindo realidade crua, óvulo desprendido sem fecundação, atávico, necessário,  vermelho, prenúncio  de possibilidades, partos precoces, prematuros de sonhos sonhados de inconfidentes decapitados.
Rumino sonho apurado, computado, feto embrião brasileiro, sem brasão, não real, não príncipe, plebeu.
Rumino esta grama que ora como, cabisbaixo, sentido, humilhado, não deglutido, fisgado por gaviões bicudos de multifacetados partidos, bandidos.
Rumino ainda acordado, ainda dormindo, dorminhado, ainda ouvindo vozes de Ches Guevaras dominados, executados. Heróis do povo necessitado.
Mitos Evitas, Elvis não morreu, Lenon se escondeu, Sena correu, Elis voou, cantando no céu!
Somos livres?!
O sonho não acabou!
Como dois e dois são quatro? Viver não é matemático ato! Navegar sim!, é  preciso, sonhar é indispensável fato. Entrego meu espírito, Eli, Eli, por que me abadonaste? Afasta de mim este cálice/cale-se/E agora, José? Vou embora pra passargada/ Vai, Carlos, ser gauche na vida/Apesar de você/Continuo na roda viva /Quero ver a banda passar/Seguindo exemplo das mulheres de Atenas/Pra não dizer que não falei de flores/Reflito morte e vida Severina/Quem é você/Que morreu na contramão/Atrapalhando o tráfego/O jogo não acabou...ainda rolam os dados/Quem é você /Mostre sua cara/Mortos de Sobrecasaca me espreitam, me amedrontam, me sufocam.
Vai, voa, vem, volta, alma peregrina...Esta dança minueto me fascina...Por que não danço? Sempre espio, escondida entre colunas castelares. Pares arrumadinhos ao som da música que toca...Que sonho, que país é este?
A parte que me toca nesta vida Severina, sete palmos nem terei, serei tocha que ilumina, que arda esta matéria, qual reluzente lamparina, exalando odores de sonhados sonhos de menina. Volver a los dezessiete...Travessia...
Imagine... ruídos de buzina, telefone, campainha, , a vida acorda, essa lida desatina, saúva, saúda, salve, salve, Severina! Bendito és, oh! Ser que me anima!

DIANA GONÇALVES
Enviado por DIANA GONÇALVES em 03/08/2005
Reeditado em 25/10/2006
Código do texto: T39862
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
DIANA GONÇALVES
São Paulo - São Paulo - Brasil
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DIANA GONÇALVES

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