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AFINAL, POR QUE ESTAMOS AQUI?

Uma dúvida que sempre temos...
Por que estamos aqui?
Alguém sabe?
Osculos e amplexos,
Marcial

AFINAL, PORQUE ESTAMOS AQUI?
Marcial Salaverry
 
Essa é uma pergunta que já ouvi centenas de vezes, e eu mesmo já a fiz algumas vezes.
Acontecem tantas iniqüidades que não conseguimos combater, tantas injustiças que não conseguimos reparar (algumas vezes praticadas por nós mesmos), tantos erros que acabam sendo irreparáveis, que chegamos mesmo a questionar para que serve nossa presença, se nada podemos fazer para acertar essas coisas todas.
Bem... há que se considerar que temos enormes limitações que não nos permitem resolver certos problemas que fogem de nossa esfera. Então, temos que deixá-los de lado. Ocorre que essas irregularidades afetam nossa vida diretamente.
Então, algo temos que fazer, mas não conseguimos. Então nos revoltamos contra esse estado de coisas, com essa nossa limitação, e mais ainda aumenta nossa revolta,  quando percebemos que as pessoas que poderiam resolver o problema, que dispõe de autoridade para tanto, se omitem, escondem-se em suas redomas e deixam que as coisas continuem erradas. Lamentável.
Aí nos revoltamos, e por vezes tomamos certas atitudes violentas, que mais ainda irão deteriorar a situação, já que violência gera reações mais violentas ainda.
Recebi uma mensagem, com autoria atribuída a Richard Bach, e creio que seja mesmo dele. Vejam:
Para que acreditas que estás neste Planeta?... Estás aqui para aprender o que é o amor!
Bem... isto em parte vem responder àquela pergunta crucial “Por que estamos aqui?”
Temos realmente que nos aplicar nessa descoberta, e tratar de aprender o que é o amor.
Claro que Bach quis se referir ao Amor pela humanidade, não ao amor carnal homem/mulher, pois esse é instintivo em nós. Essa atração, que forma os casais, as famílias, conhecemos desde que nascemos, por instinto natural.
O amor que precisamos aprender a sentir (pois ele existe dentro de todos nós, só é preciso extrai-lo) é aquele amor que nos faz, ao invés de nos revoltar contra as injustiças, procurar ver o que se pode fazer pelas vítimas dessas injustiças.
Antes de procurar punir as causas, devemos tentar minimizar os efeitos e depois, sim, procurar uma maneira de ir ao cerne da questão, e tentar consertar a coisa toda.
Claro que os autores dos crimes, sejam eles quais forem, devem ser punidos, dentro da justiça e da ordem. Mas esquece-se muito das vítimas. O desejo de vingança, a sede de revanche, muitas vezes não permite que se dê  uma devida atenção às seqüelas desses atos violentos.
Não vamos chegar a extremos  como a bíblica lição de voltar a outra face, pois somos humanos e temos reações humanas,  mas temos que aprender a usar o lado humanitário e pensar que ações e reações violentas apenas conseguem aumentar o caos.
O importante no caso, é tentar desenvolver nosso lado humanitário, procurando dentro de nossas possibilidades ajudar a quem estiver precisando. Seja essa ajuda qual for. Muitas vezes uma palavra bem colocada tem mais valor do que um polpudo cheque.
Quantas vidas já foram assim salvas. Existem inúmeras maneiras de desenvolver esse amor que todos temos dentro de nossa alma. Basta que se descubra, basta que estudemos nossa alma e ver como podemos distribuir nosso amor, ao invés de guardá-lo egoisticamente apenas para nosso uso pessoal.
Claro que sempre vai representar algum sacrifício para nós. Mas... POR QUE ESTAMOS AQUI?.
Para melhor pensar sobre isso, desejo a todos UM LINDO DIA

Marcial Salaverry
Enviado por Marcial Salaverry em 28/08/2005
Código do texto: T45754
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Marcial Salaverry
Santos - São Paulo - Brasil, 77 anos
19839 textos (1961274 leituras)
3 áudios (855 audições)
6 e-livros (2134 leituras)
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Marcial Salaverry