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2014: Regência de Xangô. O Ano da Justiça.

Segundo a numerologia, o ano de 2014 será o ano universal do número 7, trazendo isso para a interpretação das religiões afro-brasileiras, será regido pelo Trono da Justiça, pelo Orixá Xangô, com uma acentuada participação de Iansã, e há quem diga ainda, com uma certa influência de Obaluaê. Este ano será um ano em que as coisas ocultas, camufladas, disfarçadas, virão à tona para juízo, não haverá como esconder o que é desaprovado pela Lei Divina. Será um ano de intenso movimento de limpeza em todas as áreas da sociedade, um ano de cobranças cármicas, de cortes, de julgamentos, onde a sociedade e seus indivíduos vão contemplar a ação do Orixá Xangô, que reina em meu chacra coronário e em minha vida.
Na justiça humana, os processos são julgados por ordem, ou seja, os que estão mais próximos temporalmente do juízo recebem o veredicto primeiro. Assim, desejo, em forma de prece, que os primeiros a serem julgados sejam os que estão mais próximos de Xangô, pois há muito o que julgar, limpar e cortar com o Machado de dois lados (Oxé) nesse setor.
São estes que mancham a Umbanda e o Candomblé, estes pseudos sacerdotes, que se chamam a si mesmos de dirigentes espirituais, babalorixás, ialorixás, pais-de-santo, que de santo nada têm.
A religião afro-brasileira é a mais linda que tive o prazer de conhecer no último ano de minha vida, de lá pra cá, muitos terreiros visitei, de giras participei, estive no gongá destes que deviam velar por esta religião tão bela. Mas ao contrário, são os primeiros  à denegrirem. Não à toa, a Umbanda e o Candomblé é estigmatizado como sendo uma religião depravada, perdida, suja, devido, em boa parte, pela presença desse tipo de "sacerdote de sétimo grau".
Mas o que tem acontecido com os nossos terreiros de Umbanda e Candomblé ao redor deste Brasil? Porque aqueles que deviam velar por aquilo que é santo são os primeiros a praticar a profanação?
Alguns se venderam por dinheiro e só visam  auferir lucro com aquilo que deveria ter como pilar a Caridade. Outros optaram pelas migalhas da depravação sexual, praticando seus atos imundos até mesmo dentro dos gongares, não duvidem. Há aqueles que se revestiram de vaidade e orgulho, deixando os calçados da humildade para trás, andam como se fossem senhores e donos do mundo.
Lamentável constatar isso na minha religião, a afro-brasileira. Triste ter que olhar nos olhos destes "pais-de-santo" de quinta categoria e ver os exemplos que estes deixam pelo caminho.
Curioso é ver estes mesmos criticando os sacerdotes protestantes, os católicos romanos, os espíritas, e os de outras crenças, quando não tiram, como disse Jesus, em primeiro lugar, a trave dos seus próprios olhos. Um cego não pode guiar outro cego.
Como filho de Xangô, neste ano que estará sob sua regência, 2014, a minha prece é que meu Pai querido e amado, e JUSTO como nenhum outro, lance sua chama incandescente sobre estes tais que trazem opróbrio e vergonha sobre si mesmo e sobre aqueles que buscam os préstimos desta religião tão bela, a afro-brasileira.
Que nossos terreiros e gongares sejam limpos com as águas de Iansã e o fogo justiceiro de Xangô, pois esta é a Lei: quem deve tem que pagar.
Olorum, Deus supremo, os sagrados Tronos, Os Falangeiros, os verdadeiros Guias Espirituais de Lei, não tem relação alguma com esta imundícia; em nada compactuam com esta água suja que escorre dos nossos terreiros e templos. E muito me admira que estes "sacerdotes" se digam feitos no Santo, com Pai A, ou com o Pai B, ou que trabalham com o Guia A, ou ainda com o Guia B (usam o nome dos guias "famosos" para se envaidecerem ainda mais: caboclo sete flechas, Caboclo Pena Branca, Pai Benedito das Almas, etc.); acham que somos palhaços e que não temos instrução alguma para desvendar suas farsas e ardis: quem não tem os valores de Guia de lei, de alta luz, como os Caboclos, não tem caboclo algum! Quem não tem os valores de um Guia de lei, de alta luz, como Preto-Velho, não tem Preto Velho algum.
Basta desta farsa que corrói e tenta manchar a nossa religião. Poucos são os terreiros e templos sérios nesta nação, em vista dos muitos abertos a cada dia.
Os terreiros são santos, solo sagrado dos Orixás, África espiritual de todos nós, morada da Aruanda Celeste, que a todos nós acolhe. Não podemos ter confundidos os nossos terreiros e templos com bares, prostíbulos, avenidas imundas: é inadmissível cultuar o santo com vestes manchadas pelo profano.
Podem oferendar, podem fazer suas preces, podem clamar, podem despachar em qualquer ponto de força a qualquer Orixá, pois agora, os "sacerdotes" que assim se encontram não fugiram do Oxé de Xangô, da Justiça. Quem é de casa paga o preço primeiro.
O Trono da Justiça já se posicionou e o julgamento está as portas para estes que violaram a lei e tal ponto que se convenceram serem verdades as suas próprias mentiras. O Tribunal de Xangô, meu Eledá, está posto para todos aqueles que são réus de si mesmo, de seus atos, de suas ações, e uma coisa é certa: desta vez, não haverá absolvição.

Kaô Kabesiliê, meu Pai!

A sua benção!
O Intimista
Enviado por O Intimista em 31/12/2013
Reeditado em 07/01/2014
Código do texto: T4632120
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Sobre o autor
O Intimista
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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