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O amor?

Poderia ser um sentimento maléfico ao ser humano? Algo que emana dele mesmo? Poderia ser uma hora errada para manifestar o tal sentimento? Poderia eu ser o cara errado? Poderia ser a hora errada para a coisa?

Da pureza do sentimento todos têm suas dúvidas, Preferem as dúvidas da vida impensada que a vida da certeza, do amor, do sentimento fixo e carinhoso. Não conseguem depositar seus mais sinceros pedestais da vida em sentimentos que não tem a certeza são os mais fidedignos de todos.

Esses tempos em que todos tem suas próprias concepções do amor, do desejo, da esperança, ficamos como que deslocados no tempo. Argumentando à principio, ouvindo os achismos alheios.

Quando gostamos de alguém, e não somos devidamente correspondidos, pode ser a pior coisa do mundo. Esse sentimento de rejeição. Essa coisa que transborda de nosso ser da forma mais grosseira de todas.

Mas se somos conscientes a coisa toma outro caminho. Não podemos alterar a vida alheia de modo a transtorná-la com nossos problemas. Nossas frustrações e nossos desejos.

Mas somos conscientes!? De jeito algum.

Somos os seres mais ignóbeis do mundo. Destituindo os nossos conceitos para refletirmos os nossos desejos de nossas idealizações. Elas que nos tornam totalmente dependentes delas.

E dependendo de qualquer coisa somos os mais animalescos animais de todos. Pois temos a inteligência e a capacidade de não ser como animais, mas ignoramos essa capacidade e tornamo-nos esses seres bitolados, crentes de todos os nossos desejos, como se fossem certos e confiantes.

Decrescemos nossas habilidades e confiamos à paixão toda nossa capacidade de amar. Que por aquela é camuflada de todo em relação a essa. E nós como seres humanos passamos batidos e ficamos com essa carência eterna do ser feliz.

Pois a paixão é efêmera. Passa e nos aniquila em nossos desejos e esperanças. Ela nos trai de forma brutal e nos põe de forma quase como dependentes da renovação desse sentimento que cultivamos, ao invés de saborearmos.

Ficamos então crentes da sua validade, sempre renovável, e nunca cultivável. Essa que torna nossas vidas sempre curiosas e nunca estáveis, sentimentos que destroem sentimentos e constroem achismos.

Achar, desejar e esperar são as coisas mais contestáveis de nosso comportamento. Elas nos levam a frustrações, sofrimentos e demais sentimentos degenerativos da alma.

Amar é renunciar, é conhecer. Do momento que tendemos a querer obter, nesse sentimento de posse, somos os mais ignorantes ante o sentimento do amor. Quem dera fôssemos diferentes. Mas não somos. Um dia seremos!?
leandroDiniz
Enviado por leandroDiniz em 04/09/2005
Código do texto: T47645
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Sobre o autor
leandroDiniz
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
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leandroDiniz