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N'importe: l'amour c'est l'amour

1960.

O pequeno, danado, tinha 7 anos.

A mãe, amante dona-de-casa, tinha sempre o radinho de pilha recém-adquirido sintonizado enquanto fazia o almoço.

"Cabecinha no ombro, romântica, era o sucesso à época:
"Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora
"E conta logo a tua mágoa toda para mim

"Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
"que não vai embora
"que não vai embora
"porque gosta de mim

"Amor, eu quero o teu carinho, porque
"eu vivo tão sozinho
"Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora,
"se ela vai embora, se ela vai embora
"Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora,
"se ela vai embora, porque gosta de mim"
(Paulo Borges)


O pequeno, aquietado, chorava sempre ao ouvir o radinho choramingando Cabecinha no ombro.

A mãe, preocupada, decidiu e perguntou por que ele chorava sempre que ouvia a canção.

O pequeno, triste e encabuladamente, respondeu:

"Porque meus brinquedos estão todos quebrados, mamãe".
Cristina Carneiro
Enviado por Cristina Carneiro em 02/10/2005
Código do texto: T55870
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Sobre a autora
Cristina Carneiro
Fortaleza - Ceará - Brasil, 34 anos
56 textos (2431 leituras)
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Cristina Carneiro