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Sou duende


vivo no jardim das maravilhas
onde os pássaros
antes de cantarem
ajoelham em devoção a
pureza do espírito.
Uma duende
que antes de ver o
mundo e todas as suas esquinas
acredita que ele transmite luz.
Sou da espécie que
hora habita e hora desabita
porque no meu mundo
as aberrações nunca são
dos seres
animais, nem vegetais
e muito menos, animais
racionais...
um mundo duende é um
mundo que ninguém imagina
ser tão comum...
Sou uma duende de um planeta comum...
Aqui não há injustiças
nem violências
nem falcatruas
todos os duendes se respeitam
se amam
se curvam ante o espetáculo
da vida.
Aprendemos a repartir
não só o pão, como também
a sombra encontrada ao sol do meio dia.
Dividimos cada sonho
para que todos desfrutem do
privilégio de executá-lo
a seu prazer.
Ser duende é ser místico
mas um misticismo palpável.
Não desejamos cegar ninguém
para que possamos ver.
A nossa alma é toda olhos.
E os olhos, a nossa sensibilidade.
Cuidado.
Não pise no jardim quando os pássaros
estiverem cantando
Nos jardins das maravilhas
os cantos são,
antes de qualquer coisa,
o olhar doce de Deus...
Dora Leal
Enviado por Dora Leal em 24/08/2007
Código do texto: T622174

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Sobre a autora
Dora Leal
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Dora Leal