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Alfinetes

Por vezes não senti-me mulher.
A mediocridade humana jamais interessou-me.
Minha obsessão pelo passado já causou-me insônias.
Responsável por desencadear  descontentamentos  com o presente, essa obsessão não fez de mim um ser igual.
Tortura-me vida afora...
Rejeitei o estilo de vida submetido por seus ancestrais, a forma aderida por eles  para alcançar o topo da montanha “vida” jamais será a minha. O rejeitei para desfrutar da felicidade, quase inatingível, porém real para os corajosos a desbravar a montanha.
Não me engano mais. E nem você o fará.
Sua formação é a de um falsário.E a minha, correndo o risco de rotularem “inútil”, possui honestidade.
A mim ninguém poderá comprar, auferir fantásticas vantagens.
Reticências perseguiram minhas frases...
Sobre elas jamais proferi uma palavra.
Não sinto-me parte dessa massificação caótica dos dias atuais.
E agradeço por isso.
Esses uniformes não me cabem, essas máscaras não me agradam e não me sofismarão.
Persiga sua forjada felicidade ilusória, fabulação do poder do dinheiro que muitos corrompe.
Rebelem novamente sua ganância de origem inexplicável.
Saiam detrás da cortina de fumaça, tecida por si mesmos.
Congratulações! Senhores bem-sucedidos, seu rebanho morre de fome e suas roupas são do mais fino pano.
Eu honrarei a herança denominada “vida”.
Olharei para o lado e lutarei contra o vazio humano.
Paradoxo, não sinto-me mulher, nem homem, paraíso ou inferno...
Trancafiada dentro de sentimentos tão meus, por vezes portadora de uma esquizofrenia galopante, lá me vou...
Leve e solta!
Outra vez, mochila nas costas e um mundo a ser concertado.
Chana de Moura
Enviado por Chana de Moura em 26/08/2007
Código do texto: T624734
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Sobre a autora
Chana de Moura
Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul - Brasil, 28 anos
28 textos (1415 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/08/17 04:42)
Chana de Moura