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BELEZA, AMOR, POESIA,

Qual o fim último da sensibilidade de um poeta? Se você disser simplesmente que é a estética do poema, sua verossimilhança, seus sentimentos e suas emoções para com natureza da realidade, estaria você negando Fernando Pessoa, que dizia ser o fim último de um poeta ser o fingimento: "o poeta é um finjidor". Ora, a poesia não é somente beleza; é beleza sim, porém, para se chegar a sua beleza, será preciso muito labor, muito antagonismo, muita repulsa, muita peregrinação, para se ver o ocaso, a astréia, a ressurreição.

A poesia implica um olhar para si mesmo sem se ver, daí a complicação. Não existe esse negócio de que poesia é somente amor e interesse ou conquista; poesia é apenas a sugestão das palavras do silêncio.
Mas, o que isso tem a ver com você?
Você é ao mesmo tempo realidade e ilusão na poesia. É uma metáfora, ou seja, aquilo que existe de fundamental e essencial na constituição de um todo do poema.Não existe exagero nas palavras, não há hipérbole, mas metáfora... Um poeta fazendo poema, o faz na medida em que metaforiza, joga com a linguagem... Pra que? pra fingir, fingir tão completamente a dor; por que é da dor que se abstrai o prazer. é do prazer que se constrói o amor, é no amor que se mitifica a beleza, é na beleza que se transcende a alma.
lucheco
Enviado por lucheco em 14/09/2007
Reeditado em 14/05/2010
Código do texto: T652899
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Sobre o autor
lucheco
Volta Redonda - Rio de Janeiro - Brasil, 37 anos
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