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APENAS PENSAMENTOS



Sombras! Solidão sem porto...
Até o eco fica mudo
quando coração bate, mas está morto!

Das lagrimas que derramei
nenhuma delas regou a flor
do jardim que semeei.

O Tempo passou por mim
enquanto eu esperava
a vida chegar.

Quero o sabor amargo do fruto,
o doce das horas
na vida em procissão.

No refulgir das luzes
tateei as cegas
 onde iria me ancorar.

Queimaram-se as asas
no desejo do fogo.
Perigosa essa luz!

No ringue da ilusão
apanha-se tanto
que se aprende a bater.

No caminho, sem baliza
nem retorno em tantas curvas
sentei esperando carona.

Cometi crimes, não pecados.
Os maiores e mais importantes
foram contra mim.

Ouvi o eco no abismo
retumbar alem das nuvens
emudeci olhando o horizonte.

A memória desintegrou-se.
O passado virou cinzas
na fogueira da ilusão.
Liane Furiatti
Enviado por Liane Furiatti em 08/10/2007
Reeditado em 20/01/2009
Código do texto: T685665
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Liane Furiatti
Curitiba - Paraná - Brasil
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Liane Furiatti