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O SORRISO AMARELO

Mesmo estas asas rasgadas corrompidas pelo vento, surto oriundo de um acaso,
Onde as mazelas com nodoas de vícios, incertas bajulações imperam,

No imundo orifício exalam uma canção de ninar, de dançar, com o som de uma palma em atrito, sorrisos perdidos e risos amarelos e medonhos.

E deixam que respirem até que o sufoco os condene á risada.

Sentimos a pluma sem vento, o ócio dos descamisados e a ira dos injustos,

Este mausoléu de criaturas carnavalescas que não cansam nem no sábado de aleluia.

Esta tabula triste sem arranhaduras, este choro corrompido pelo nó do colarinho.

Visto as chuvas e molhadas as instancias, enxuga-se o rosto pintado de verde e amarelo.

Eu quero o milho plantado, suado que depositaram nas minhas veias quando fui votar,

Quero a taxa máxima do feijão e do bugalho, nestas terras de ninguém, de nada valem.

Vi o grão pendurado quando de novo me ensinaram a enxergar, ri porque não havia choro pra chorar.

Tenho estas plantas, pequenas, sentidas, descrença do homem gnoto, que seja rubro e linda as noites para que eu possa sonhar novamente.

Gueko
Enviado por Gueko em 08/10/2007
Código do texto: T686081

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Sobre o autor
Gueko
São Mateus - Espírito Santo - Brasil, 51 anos
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