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REFLEXÕES

Não se escreve a história pela boca de um só homem, mesmo porque seria preciso interpretar as suas palavras, seus propósitos, seus interesses e suas convicções.
A estória se escreve pelas ações continuadas da luta de multidões,
que acendem todos os dias a chama da esperança em seus corações
e se entregam na busca de seus ideais e nesta missão quebram as barreiras interiores.

As evidências falam mais que as palavras, mas são evidências, não verdades.

 Um homem digno é um homem que não se aplica às baixezas morais em defesa dos seus objetivos ou de suas idéias. Assim se faz a grandeza moral de um personagem. Assim ele constrói a linha da dignidade. A dignidade impõe renuncia. Renuncia impõe grandeza. Não basta a um político ter humanidade, não basta ter bom coração, sem grandeza moral um homem nunca será um grande homem e será varrido para debaixo do tapete da história, que sempre omitiu as fraquezas humanas.
Sem grandeza moral um homem não pode fazer política, Na verdade não pode ser nada, nem mesmo ser chamado de homem.

A democracia é cara, custa uma fábula à sociedade. È imperfeita, é morosa e carrega em seu seios uma legião de sanguessugas e inúteis que dela se locupletam nos escaninhos de sua composição. Gera também os mega-vermes humanos, seres messiânicos e doentes que em seu nome, dão vazão aos seus macabros instintos de dominação e poder.
 Mas é somente por ela, que se depura o caráter  nacional e somente ela que desmascara os bandidos que se escondem sob seu manto, para em defesa de seus interesses pessoais, enxovalhar a moral pública ao colocar seus interesses pessoais acima dos seus cidadãos.

A coisa pública não deveria ter dono, em certos países tem. Na sua ânsia de poder, na sua falta de princípios e escrúpulos, na sua torpeza moral, o homem público, dela de apropria e comete todos os desatinos possíveis, em nome do que acredita ser seu projeto de vida. Os desvios de conduta e deslizes morais  são encarados por ele, como natural contrapartida dos seus esforços e recompensas pelos serviços prestados à comunidade. Servir ao povo deveria ser sua missão. Mas ele não sabe o que  é servir, também não sabe o que é o povo, provavelmente, nem sabia que tinha uma missão.
 
 





Celio Govedice
Enviado por Celio Govedice em 12/10/2007
Reeditado em 12/10/2007
Código do texto: T691154

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Sobre o autor
Celio Govedice
Santana de Parnaíba - São Paulo - Brasil
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Celio Govedice