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Decadência


Somos todos irmãos, filhos do mesmo pai,
Adoramos o mesmo Deus, e carregamos
Na veia o sangue de gerações que se vem
Misturando desde a criação da humanidade.

Directa ou indirectamente nascemos
Pela mesma via, passamos pelo mesmo
Processo natural de crescimento, e quando
Criança é benéfico o privilégio de conviver
Com a inocência, mas o desenvolvimento
Do corpo e da mente, faz com que a inocência
Se torne em experiência, ficando para trás
Um coração isento de malícias.

O ser humano foi posto em movimento
Sem que fossem feitos testes de experiências,
O cientista responsável, desiludido anda perdido,
O seu manual técnico parece obsoleto.
Os actuais erros cometidos por seus exemplares distanciam-se cada vez mais do seu controle, e o resultado recai na natureza, ficando assim em decadência,
a esperança de um futuro melhor.

Somos o estopim da bomba, um paiol armazenado de surpresas, entramos em combate com os nossos irmãos, e feitos uns famintos tornamos obesos alimentando-se de ganância e querendo engolir o globo a seco, sem uma gota de amor.
O nosso habitar tornou-se num campo de batalhas, é necessária que seja feita uma lavagem cerebral, para que façamos uma reciclagem, e voltemos todos ao Jardim -de-infância recomeçando sem desenvolver a inocência.
Ulisses Maia
Enviado por Ulisses Maia em 13/10/2007
Reeditado em 13/10/2007
Código do texto: T692792

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Sobre o autor
Ulisses Maia
Luanda - Luanda - Angola, 54 anos
903 textos (71430 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 03:15)
Ulisses Maia