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A morte não fala, se cala.

Como eu iria morrer, como seria, o que ouviria em meu último dia, quem me mostraria a escuridão do exílio.

Como beber da última lagrima, a plenitude infinita dos lírios da vida, ou jogar tudo fora, como aquele que vai embora e não diz adeus.

Ficava a chorar, a me preocupar em quando a vida iria acabar, em quando meus dias não poderiam mais chegar ao alvorecer.

Como eu me decepcionava ao olhar o destino que minha vida levava e não fazia nada para mudá-la simplesmente pensava que teria mais tempo.

É eu não parava para perceber que nestes dias meu coração gritava pela morte não esquecer.


Mais do que eu poderia ter feito mas não fiz ou minha solidão alheia que anseia por ter mais um segundo ao seio de minha mãe.

E quero acordar deste infortúnio de segredos, lastimas e medo de não ter mais em quem apoiar e acima de tudo o anseio de não poder mais te beijar.
Natália de Matos
Enviado por Natália de Matos em 03/11/2007
Reeditado em 22/12/2007
Código do texto: T722179

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Sobre a autora
Natália de Matos
São José dos Campos - São Paulo - Brasil, 24 anos
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Natália de Matos