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Descoberta

De falso à pecador, de medo à indecisão, de bravo à escravo
Do alto ao mais rasteiro, do ferro ao madeiro, do espinho ao cravo
Do dia à noite, da vida à morte, do tempo à velhice, do azar à sorte
Do sul ao norte, da alegria à tristeza, do impuro à singeleza

Assim é a vida que agora eu levo, extremos que andam paralelos
Assim é a dor que eu carrego em mim, vontade de voltar pra você
E de tanta batalhas perdidas o meu corpo quer lhe esvanecer
E de tantas voltas e idas minha voz já quer emudecer

Porque a pele que traga a impureza e transmite para o coração
Ainda guarda paixões esvaidas que a tarde flagrou sem perdão
E no mar de tranquilidade onde repousa a emoções afogadas
Eu traço reto, puro e certo as normas dessa nova estrada

E os altos e baixos se estabilizam quando você quer dormir
E a vida e a morte conversam baixinho pra não lhe atrapalhar
E o sono veio e você se foi, e nessa hora o dia acabou de amanhecer
E de vez em quando é bom pensar assim e meditar

De bom a melhor ainda, de cego à perfeita visão
De óbvio à mera incerteza, de esquema à anarquização
De cheiro à carniça e de criança à aprendiz
De Deus à milagre e de tudo que aqui não se diz
Darlan Santana
Enviado por Darlan Santana em 12/11/2007
Código do texto: T733939
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Darlan Santana
Aracaju - Sergipe - Brasil, 32 anos
139 textos (6329 leituras)
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Darlan Santana