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Uma vez há muito tempo...

Uma vez há muito tempo os pensamentos estavam desencontrados, as idéias não faziam sentido e a sensação de ter falhado assombrava a vida, que é tão breve quanto um sussurro e tão leve quanto à brisa.
Uma vez há muito tempo, um sorriso sincero disfarçava as magoas e a tristeza solene de quem foi traído ou trai alguém.
Há muito tempo e ao mesmo tempo parece que foi ontem, que o mundo desabou que as palavras queriam se tornar adagas gélidas, que os olhares eram de desamor e de inveja.
O relógio marcava as horas, segundos e minutos que as coisas mudaram, os descompasso tomou conta da vida e as perguntas não se calavam.
Ouvindo tudo, não contestando o discurso decorado, as palavras mecânicas e sem sentido algum para ouvinte.
Sentindo vontade de esbofetear os ingratos e ao mesmo tempo buscando compreender, perdoar e desculpar a si mesmo.
Há muito tempo quando havia a ilusão que poderia confiar que poderia ajudar sem esperar a mordida letal da víbora disfarçada em sorrisos e falsa hospitalidade.
A ovelha em pele de loba cercada então pelas danosas hienas que se antes lhe pareceram apenas ovelhas, mas na verdade já semeavam a discórdia entre as mentes fracas.
Foi há muito tempo, que os olhos se fecharam, que os lábios se silenciaram e que a chama da ingenuidade se foi.
Mas ainda há tempo, para descobrir que a dor era falsa, que as palavras feriram, mas acabaram trazendo a estação da verdade, que às vezes no meio da tempestade sempre surge uma linha tênue que leva a salvação de corações feridos e quem assim quem sabe alçar vôo à verdadeira felicidade.
Passar pela aurora dourada sentindo alma e corações leves perdoar, desculpar e encontra a luz que falta em cada coração!
Bêlit
Enviado por Bêlit em 12/11/2007
Código do texto: T734010

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Sobre a autora
Bêlit
Recife - Pernambuco - Brasil, 32 anos
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Bêlit