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Complexo de qualquer coisa

 As vezes eu penso no que há de mal de em ser verdadeiro?! Não há nada de mal... O que é realmente ruim, é não sermos nós mesmos.
 E o que incluí em não ser nós mesmos?! Não é somente admitir nossos defeitos, nossos erros, mas também as boas coisas. Mas, acima de tudo, dizer aquilo que pensamemos.
 Claro, dizer o que pensamos, sem siquer piscar, pensando no que podem dizer sobre nós... Para ser sincera, não realmente me importa com o que vão pensar.
 Se sou exagerada, se faço tempestade em copo d´água... O quer que seja, eu vou dizer. Pode trazer mais perto o que quero, ou afastar de vez. Caso se vá?! Bom, o que me resta é pensar: " Não era para ser..."
 No fundo, como toda mulher, ou pessoa madura, dentro, no fundo, há uma criança, boba, indefesa. Admirada com novidades maravilhosas que fazem brilhar os pequenos grandes olhos fascinados... E por que esse brinquedo tanto nos fascina, ao nosso alcance, se logo após, nos será tomado?!
 Essa parte eu não entendo, tudo é tirado... De repente... Todas as coisas que não pedi para serem ditas, nem mesmo para me agradar, ou me fazer sentir bem, se foram, na mesma velocidade que vieram. Não precisava de tanto.
 Mas eu quero sempre mais, mais e mais! Se tenho o momento, eu quero o eterno. Se tenho o eterno, quero infinito, e não paro enquanto não ter.
 Porém, sou muito segura, para estar insegura. Odeio me sentir insegura, me faz sentir fraca. E estou insegura, por quê?! Eu não sei. Talvez porque depois de tanto tempo, eu realmente esteja interessada em alguém, e talvez a pessoa não esteja assim tão interessada em mim. Eu acho que perdi a graça... Não sou alguém que perde a graça!
 O que está longe de mais dos olhos, dos ouvidos, do toque, do pensamento se afastam. E não quero pensar, em quem não pensa em mim.
 E claro que não admito ser chata. Jamais vou, mais uma vez, me arrastar ou ser pegajosa, chata, "idiota", denovo. Sou muito direta, muito dura, para ser meiga e me sentar e esperar...
 Talvez realmente nunca consiga nada assim, mas... Não quero nada, se for por pena, ou por falta de opção... Eu sempre penso que sou a última opção, um complexo de qualquer coisa, sei lá. Não é drama ou chantagem, como a maioria pensa, mas realmente não quero ser o fim da festa.
 Nem todo mundo anda no meu ritmo, ou como eu. Tudo é para agora ou nunca, me ame ou me odeie. Se me quer, me tenha, e mostre isso. Se não... pode me dizer simplesmente para ir embora, não me deixe esperando, porque eu sei muito bem o caminho da porta.
Claudia Rayzer
Enviado por Claudia Rayzer em 21/12/2005
Reeditado em 18/04/2007
Código do texto: T89187

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Sobre a autora
Claudia Rayzer
São Vicente - São Paulo - Brasil, 31 anos
139 textos (6846 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 22:29)
Claudia Rayzer