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“A vida sem reflexão não merece ser vivida” (Sócrates)

Do latim reflexione, a palavra reflexão denota não apenas o ato ou efeito de refletir. Num contexto mais amplo (ao qual pretendo expor) refletir – como via excelsa de purgação de nossos atos – apresenta-se como a nau que nos conduz ao bom senso.

O poeta inglês William Ernest Henley escreveu certa vez em seu poema Invictus: “...Sou o Capitão de minha alma, Senhor de meu destino...” Ao arbítrio interposto a nós, a vida não se configura apenas como expressão pura e simples de nossa existência...

Viver, como Sócrates bem considerou, não é apenas existir: viver é Buscar. Buscar a plenitude sem o medo esteado por nossas limitações humanas...

A busca por si só é vazia e sem proveito quando não traz consigo provações. Ademais, toda busca é precedida pelos objetivos e metas estipulados para este fim. Sinto às vezes que seriamos mais felizes se tivéssemos ao menos o intento de nossa busca.

Agarramo-nos ao léu de incertezas de nosso cotidiano: temos receio de andar na rua, por medo da violência; temos receio de amar, pelas nossas decepções...

Arraigamos nosso pensamento ao estigma comum de conduzirmos nossa existência ao “automatismo capitalista” que nos rodeia. Somos autômatos condicionados a não ter opinião própria, consumistas de “sentimentos enlatados”, narcotizados pela “industria da ignorância”, que nos vilipendia desde o nascimento e durante toda nossa vida.

Viver sem refletir, sem esmerar-se no intuito de dias melhores não é vida: é apenas uma passagem tosca e deturpada pela existência, onde as lembranças de nossa estória não corresponderão a nenhuma linha sequer.

Saibamos aquinhoar o quanto nosso caminho pode nos trazer lauréis. Não daqueles que se profusam em homenagens e honras, mas, sobretudo; o que nos alenta pela paz de espírito.

Não tenhamos medo da vida. Não nos escusemos do sabático. É nas intempéries de nossa caminhada que esta simples palavra (reflexão) ganha sua condição mais primaz.

A vida é curta demais para ser desperdiçada em quimeras e veleidades advindas de nosso descuido pueril...

Encerro por aqui com uma expressão em latim que me é velha conhecida. A propósito, a partir deste texto, meus textos virão com esta constante.

Um abraço a todos.

Ad majora natus (nascemos para coisas elevadas)
Alexandre Casimiro
Enviado por Alexandre Casimiro em 16/01/2006
Reeditado em 30/10/2006
Código do texto: T99625
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Sobre o autor
Alexandre Casimiro
Casimiro de Abreu - Rio de Janeiro - Brasil, 36 anos
67 textos (14588 leituras)
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Alexandre Casimiro