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CREIO!

 
 
Creio somente no que existe,
no que foi feito ou já desfeito;
nunca no sujeito que insiste
em ser matreiro e suspeito...


Creio no sentimento humano
que faz da paz sua bandeira;
nunca nos gestos e no engano
de uma mentira mensageira...


Creio no homem verdadeiro
que vive na consciência pura;
nunca nas falas de um rateiro
tão longe dos tons da ternura...


Creio no espírito que exorta
as almas brancas, inocentes;
nunca naqueles que, à porta,
jogam esmolas insolentes...


Creio no meu sonhar fecundo,
mundo que sonho esperança;
nunca naqueles que, no mundo,
sonham co'a fome da criança...


Creio na chuva sobre o mar,
gotas que no sal choram mágoas;
nunca nas marcas de um vogar
que não soube o sabor das águas...
 

Creio no que sei, arcabouço
de que se servem os honestos
nunca só no que leio e ouço...
(de razões armam-se os funestos).


Creio na paz, porque é luz
que brilha mais que um astro;
nunca na guerra, pois que cruz
onde se apagam justos rastros...


Creio no belo, na poesia
que nasce do todo eterno;
nunca na frase dura, fria,
que mata e de si faz inferno...
 
 
Creio na estrela de Belém
que desceu do céu, se fez homem;
nunca em quem nos faz refém
das falsas luzes que consomem!
 
 lizeteabrahao@terra.com.br


Lizete Abrahão
Enviado por Lizete Abrahão em 29/12/2005
Reeditado em 16/07/2007
Código do texto: T92029

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Sobre a autora
Lizete Abrahão
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Lizete Abrahão