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Vazio

A que custo me violentar?
Me esquecer ,
Pensar que meu fim começa em ti,
Ou pior: pensar que meu começo é teu fim.

Quanto custa me sabotar?
Me fazer, fazer coisas que reforçam a idéia fixa
De que não mereço nada, de que não sou nada.

A quem culpar?
Será que a causa do problema vêm dos primórdios?
Será que foi no seio de minha mãe que descobri o que é o desamor?
O desafeto?

Hoje olho para ela e paira uma dúvida...
Mas uma mãe tão dedicada e amorosa não poderia me desamparar,
Não com desamor... Me recuso a acreditar.

Passo a bola para o meu pai...(putz)
Daí ferrou !!!
(Com este só confusão)...
Mistura de afeto e desafeto,
Proximidade e distância,
Encontro e desencontro.

Complicado...avaliar...
Minha cabeça quase explode...

Vamos voltar,
Voltar para o “...” em questão.

Será que você vale a pena?
Consegue me enxergar?
Sabe sentir o que eu expresso?
Mesmo em confusão...expresso o tempo todo...

Veja! os meus olhos (dizem tudo)
Sinta, minha adrenalina,
O ar poluído de química...na sua presença

Preste atenção ao meu comportamento,
Inconstante, agressivo, dispersivo...



Se não rio mais para você ,
É porque me fez crer que meu sorriso não é tão bonito...
Que meu corpo não serve pra ti,
Só por algumas medidinhas à mais, trejeitos à menos.

Diz que poderia melhorar algumas coisas,
Mas te digo que se as melhorasse, da forma como as gostaria.
Deixaria de ser-me.

Seria a tua,
Mas nua.
Não mais o meu ser,
Apenas uma personagem que te agradaria,
Até um certo dia que estaríamos perdidos de nós mesmos.
Tediosos...

Eu, por me perder (ser prá você),
Você, por não me encontrar (de verdade, por inteiro)
Leila Brito
Enviado por Leila Brito em 06/04/2005
Código do texto: T10017
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Sobre a autora
Leila Brito
São Paulo - São Paulo - Brasil, 39 anos
59 textos (5416 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 00:01)
Leila Brito