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BELÉM DO PARÁ


"Colocar cinto. Não fumar".
Eh! O avião vai subindo para Belém do Pará.
Eu não sei o que é que tem
A cidade de Belém!
Quem vem do Sul, quando vem,
Sente arrepios ao chegar!

Chegando, vai se banhar
nas águas do igarapé,
Tem a visão da floresta,
bebe açaí, tocacá...
Passa um ano. Vê a festa
Da Virgem de Nazaré
e vai querendo ficar.

"Chegou ao Pará, parou.
Tomou açaí, ficou",
é o que se diz do Pará.

São as mangueiras frondosas,
são as morenas dengosas
do tipo que o Sul não tem?
É o cheiro bom de pau rosa
e tanta madeira cheirosa
que só se encontra em Belém?

Colhidas pelas restingas,
tiram e botam mandingas
as mezinhas do Pará.
Morenas feitas de encanto,
sabem tomar de quebranto
que vem de longe pra cá.
Ah! se eu pudesse ficar
sempre em Belém do Pará!

Pode ser o Ver o Peso,
Talvez seja o Rio Mar,
ou talvez o tucupi.
Pode ser ... Vai ver que é
a virgem de Nazaré
prendendo a gente ao Pará.

Quem não queria chegar,
Agora não quer voltar.
É a Virgem de Nazaré
Prendendo a gente ao Pará!

Poema de 1962, no livro Sonhos de João
João Justiniano
Enviado por João Justiniano em 20/01/2006
Código do texto: T101604

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Sobre o autor
João Justiniano
Salvador - Bahia - Brasil, 96 anos
619 textos (19607 leituras)
13 e-livros (1027 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 18:22)
João Justiniano