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Lago Gelado


Rompe-se a superfície,
afundo.
Abaixo do que é branco e
uniforme.
Lago gelado.
Uma força muito maior
me pressiona,
Pra longe da claridade.
Sinto-me desesperada.

Num lapso instintual,
nado para retornar
à superfície.
Impossível.
Nunca se retorna para
a fenda que há pouco
foi aberta.

O desespero aumenta,
Me debato no gelo em vão.
Ninguém me ouve.
Não tenho força suficiente
para abrir caminho pra saída.

Sinto lentamente meu sangue
congelando.
O coração descompassado,
cada vez mais lento.
Meu cérebro não responde
mais.

Meu corpo resistente,
não resiste mais.
E, afunda.
Minha última visão é,
a luz da superfície,
Afastando-se.
Leila Brito
Enviado por Leila Brito em 07/04/2005
Código do texto: T10172
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Sobre a autora
Leila Brito
São Paulo - São Paulo - Brasil, 39 anos
59 textos (5416 leituras)
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Leila Brito