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LUA FACEIRA



Mal se esgueira entre as árvores o dia,
insinua-se a penumbra entre seus galhos,
o nascer da noite e o raiar da lua.

Pára por momentos o rio sua viagem,
cessam as águas seu cantar...
Interrompe-se o canto dos pássaros,
e queda-nos aos ouvidos a solidão.

Animais adormecem no prado...
Em um gesto final do ocaso
Mostra-se a linda e clara lua,
ainda tímida no seu alçar...

Enquanto as distancias se estiram,
serpenteando brandamente
as sombras, qual tinto vinho,
vem a terra embebedar...

Mas a lua, grandiosa e faceira,
em seu domínio a reinar,
veste o céu de um azul celeste,
para seu trono enfeitar.

Cria no firmamento vias profundas
com raios de luz nas alturas,
para este chão  iluminar.
E brilha com imponência
no coração do homem a  saciar.
Buscando nele essência

para sua beleza avivar...
De branca, esplendorosa realeza!
Não viu a lua a tristeza,
Que bailava em meu olhar!

umvelhomenino
MORDEGANE
Enviado por MORDEGANE em 08/04/2005
Código do texto: T10284
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Sobre o autor
MORDEGANE
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 61 anos
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