Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Ecce Homo

 
Comigo, o conflito.
Enfrento o dilema,
escrevo o poema,
em mim acredito.
 
Porque outras não tenho,
sou eu, nestas horas.
Invento as auroras
na angústia do lenho.
 
Da paz não conheço
nem asas nem canto.
Só iras levanto
no tempo do avesso.
 
Da fome sem pão
à sede sem água,
do tempo da mágoa
ao da perdição.
 
Rasgando as estradas
à luz da evasão,
esmago no chão
um tempo de nadas.
 
E vou, neste abraço,
abrindo horizontes
de pão e de fontes,
no tempo e no espaço.
 
Se eu  for só mais um
nos todos que houver,
o quanto eu quiser
há-de ser comum.
 
E findo o conflito,
e nulo o dilema,
o Homem poema
será o seu mito.
 

Lisboa, 21 de Janeiro de 2006.
 
José Augusto de Carvalho
Enviado por José Augusto de Carvalho em 25/01/2006
Código do texto: T103532
Classificação de conteúdo: seguro
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
José Augusto de Carvalho
Portugal, 79 anos
182 textos (7605 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 17:11)
José Augusto de Carvalho